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30/04/2010 - 10h38

Bolsas de NY abrem sem direção comum com PIB

Nova York - A melhora nos gastos com consumo, que aqueceu o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, não foi suficiente para sustentar abertura em alta das Bolsas de Nova York, que iniciaram sem direção comum hoje. Isso porque o crescimento foi levemente inferior ao estimado e mostra que a recuperação da economia norte-americana este ano não deverá oferecer grandes surpresas. No entanto, o dado não turva a atual boa temporada de balanços nem a expectativa de que finalmente o acordo de socorro à Grécia seja fechado neste final de semana. Às 10h35 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,18%, o Nasdaq perdia 0,09% e o S&P 500 caía 0,09%. No pré-mercado, as perdas entre as ações do Goldman Sachs, do JPMorgan e do UBS chamavam a atenção.

As bolsas foram impulsionadas ontem especialmente por sinais de melhora na economia trazidos pelo índice de atividade econômica do Fed de Chicago e de Kansas City, além do declínio no número de trabalhadores dos Estados Unidos que entraram pela primeira vez com pedidos de auxílio-desemprego na semana até 24 de abril, sem contar os bons números da temporada de balanços.

O Dow Jones fechou em alta de 1,10% em 11.167,32 pontos, com os papéis do setor industrial e financeiro na liderança. O Nasdaq subiu 1,63%, para 2.511,92 pontos e o S&P 500 avançou 1,29%, para 1.206,78 pontos. O que também colaborou para a melhora do humor em Wall Street e outras praças foi a percepção de que o pacote de ajuda à Grécia deve ser finalizado no final de semana. O país concordou com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia em tomar medidas adicionais de austeridade fiscal para conseguir o socorro financeiro, que segundo estimativas, deve ser de 100 bilhões a 120 bilhões de euros em três anos.

O PIB preliminar dos Estados Unidos no primeiro trimestre cresceu à taxa anualizada de 3,2%, ante expansão de 5,6% no trimestre anterior. Analistas estimavam que o PIB cresceria ao redor de 3,3%. Os gastos com consumo cresceram 3,6% no primeiro trimestre ante 1,6% no quarto trimestre, o maior aumento desde a alta de 3,7% registrada no primeiro trimestre de 2007. Os gastos com consumo respondem por cerca de 70% do PIB.

A economia dos EUA deve mostrar um pouco mais de vigor nos próximos meses, especialmente com a melhora dos investimentos nos negócios e nos gastos ao consumidor, avalia a Ideaglobal em Nova York, em nota divulgada esta manhã. A consultoria esperava crescimento de 3,6% do PIB no primeiro trimestre. Ainda serão divulgados hoje o índice de confiança do consumidor medido pela Universidade de Michigan e o índice de atividade de Chicago do Instituto para Gestão de Oferta (ISM, em inglês).

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