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05/05/2010 - 10h24

Bovespa abre em baixa em mais um dia de pessimismo

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em baixa, em meio ao pessimismo internacional. Os metais dão sequência à perdas de ontem, repercutindo o medo de esfriamento da demanda na China com as medidas de restrição ao crédito imobiliário e do agravamento da crise na Europa. Após os rumores de ontem sobre o rebaixamento do rating (classificação de risco) da Espanha, mais cedo a Moody's colocou em revisão o rating de Portugal, dando como justificativa a deterioração recente das finanças do país. Às 10h24, o índice Bovespa (Ibovespa) caía 0,94%, para 64.256 pontos.

A decisão da Moody's empurrou ainda mais o euro ladeira abaixo, cotado agora na casa de US$ 1,28. Na Europa, as Bolsas de Londres e Paris registram baixa de mais de 1%. Na Grécia, onde está o olho do furacão, uma greve nacional contra as medidas de austeridade fiscal paralisa o país, provocando a morte de três pessoas durante incêndio em uma agência bancária. Na Ásia, a maioria das Bolsas fechou em baixa de mais de 1,5%.

A preocupação com os efeitos de um alastramento da crise na zona do euro (que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda) sufocou o resultado melhor que o esperado da pesquisa ADP sobre criação de postos de trabalho no setor privado em abril, impedindo que as Bolsas de Nova York reagissem ao dado. Considerada uma prévia do relatório payroll que será divulgado na sexta-feira, a pesquisa ADP mostrou criação de 32 mil vagas em abril - 12 mil a mais que o previsto.

As atenções na Bovespa devem se fixar hoje sobre a movimentação dos investidores estrangeiros, que ontem comandaram as vendas, elevando o giro financeiro para R$ 10 bilhões. As ações da Vale, que ontem desabaram mais de 4%, seguem no foco das atenções. Hoje à noite, sai o balanço da mineradora. A média das projeções de nove analistas ouvidos aponta para um lucro 10,7% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, chegando a US$ 1,509 bilhão, em US GAAP. As ações devem ficar novamente ao sabor das commodities (matérias-primas).

O UBS reduziu hoje suas previsões para preços dos metais básicos no segundo semestre deste ano, entre 10% e 20%, em razão da combinação entre o fim do restabelecimento dos estoques e as políticas chinesas que podem limitar o consumo de metais. O UBS afirmou que os movimentos da China para controlar o mercado imobiliário pode provocar uma queda no consumo de metais no país, que é o maior consumidor mundial de commodities.

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