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06/05/2010 - 20h09

Bolsas de NY caem e operações podem ser canceladas

Nova York - As bolsas dos EUA fecharam em queda pela terceira sessão consecutiva, em meio ao crescente receio dos investidores com a situação fiscal da Grécia e com os potenciais impactos da crise no país sobre as demais economias da zona do euro. Os índices acionários encerraram o dia com perdas levemente superiores a 3%, mas chegaram a cair cerca de 9% pouco mais de uma hora antes do encerramento do pregão - movimento que, segundo rumores ainda não confirmados, teria sido deflagrado por algumas transações errôneas.

O Nasdaq OMX Group Inc informou que está trabalhando com outros mercados para cancelar todas as transações executadas a preços que estavam mais de 60% acima ou abaixo do último preço impresso antes das 14h40 de Nova York (15h40 de Brasília). Os cancelamentos afetarão as transações feitas entre 14h40 e 15h locais e as decisões não serão passíveis de recursos, segundo o comunicado da Nasdaq. As operadoras de bolsas BATS, Nyse Euronext e Direct Edge devem adotar medidas semelhantes. Operadores afirmaram que as negociações de hoje foram amplamente dominadas por ordens automáticas de vendas, que foram disparadas com maior velocidade após o rompimento de algumas barreiras técnicas, em particular o nível de 1.150 pontos do índice S&P 500.

O Dow Jones caiu 347,80 pontos, ou 3,20%, para 10.520,32 pontos, registrando sua maior queda em pontos desde fevereiro de 2009. Em determinado momento do pregão, o índice chegou a cair 998,50 pontos, ou 9,2%, registrando sua queda intraday mais acentuada na história, para 9.869,62 pontos. Nas últimas três sessões, o Dow Jones recuou 631,51 pontos, ou 5,7%.

O Bank of America foi o componente com o pior desempenho nesta quinta-feira, com um declínio de 7,13%. A Procter & Gamble fechou em baixa de 2,27%, a US$ 60,75, com mínima de US$ 39,37 na sessão após ter sido potencialmente atingida pelas transações errôneas.

O Nasdaq caiu 82,65 pontos, ou 3,44%, para 2.319,64 pontos. O S&P 500 fechou em baixa de 37,72 pontos, ou 3,24%, para 1.128,15 pontos, puxado pelo declínio dos componentes do segmento financeiro, que recuaram 4,1%.

Os receios com a situação econômica na Grécia tiveram um grande impacto sobre as ações neste mês e devem continuar pairando sobre o mercado nos próximos dias. O parlamento grego aprovou medidas de austeridade fiscal - algo exigido pelos demais países da zona do euro e pelo Fundo Monetário Internacional para a liberação de um auxílio financeiro de ? 110 bilhões -, mas as notícias sobre os protestos em Atenas deixaram os investidores receosos.

"É um voo para a segurança e, para dizer a verdade, as pessoas estão vendo o que acontece em Atenas pela CNBC e isso não está ajudando em nada", disse Joe Benanti, diretor-gerente da Rosenblatt Securities. "Você fica assistindo as coisas derreterem. Eu lembrei do declínio de 1987. Quando temos esses movimentos de queda reais, vemos gente saindo e esperando até que haja um piso."

O índice VIX, que mede a volatilidade do mercado e é conhecido como o "índice do medo", chegou a subir 62% durante o mergulho dos índices, atingindo uma máxima intraday de 40,26 - o nível mais alto desde 21 de abril de 2009 -, mas encerrou a sessão com alta de 31,67%, a 32,80.

Na New York Stock Exchange (Nyse), o volume negociado alcançou 2,580 bilhões de ações, de 1,527 bilhão de ações na quarta-feira. Na Nasdaq, o volume somou 4,457 bilhões de ações, de 2,876 bilhões de ações ontem; 359 ações subiram e 2.453 caíram. As informações são da Dow Jones.

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