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06/05/2010 - 10h18

Dólar comercial abre em alta de 0,17%, a R$ 1,80

São Paulo - O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,17%, negociado a R$ 1,80 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de ontem, a moeda norte-americana fechou em alta de 2,04%, cotada a R$ 1,797. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu as negociações em alta de 0,11%, a R$ 1,799.

O euro não para de cair e registra US$ 1,27 na manhã de hoje. No Brasil, o dólar à vista fechou às portas de R$ 1,80 ontem e tende a superar esta marca nos primeiros negócios do dia. A perspectiva de fluxo positivo, que mantinha a relação do dólar ante o real descolada da trajetória internacional de valorização da moeda norte-americana, está temporariamente abalada pela intensidade da deterioração do cenário internacional.

"Quando as coisas ficam tensas como agora, não adianta ter o maior juro do planeta que os investidores saem e vão em busca dos ativos considerados seguros", afirmou um experiente profissional do mercado. Ele ressaltou, ainda, que num momento em que as incertezas estão crescendo pegou mal no mercado o editorial do Financial Times de ontem, que taxou de fanfarrice a situação vivida hoje no Brasil. O jornal chamou a atenção para o fato de o sucesso do País estar associado, em grande parte, à fase de cenário positivo no exterior. "Os investidores estão nervosos e, se começarem a ventilar notícias negativas sobre o Brasil, assim como eles entraram facilmente com o dinheiro, farão o caminho contrário, também rapidamente", acrescentou.

Ontem, o Ministério da Fazenda anunciou o pacote de estímulo às exportações, mas não fez preço. Os exportadores queriam mais. A avaliação foi de que o pacote não tem impacto em 2010. Assim, pelo menos por enquanto, não deve haver mudanças nas expectativas para esse segmento, no curto prazo.

As atenções do mercado doméstico de câmbio se voltarão principalmente para a Europa. O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que mantém o juro estável. Os operadores também estão de olho no Reino Unido, onde há eleições. A preocupação maior é com a economia do país, que deve ter o maior déficit da União Europeia.

Mesmo com o quadro atual de tensão e consequente pressão de alta sobre o dólar, os especialistas não estão vislumbrando uma mudança de perspectivas, já que o Brasil continua se apresentando como um mercado em crescimento e com boas oportunidades de investimento. A avaliação é de que o dinheiro vai continuar entrando no decorrer do ano, apesar dos solavancos de curto prazo.

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