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11/05/2010 - 16h23

SEC ainda busca motivo para queda nas bolsas no dia 6

Washington - A presidente da Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos Estados Unidos), Mary Schapiro, disse que os reguladores norte-americanos ainda não encontraram evidência de um "motivo único" para o mergulho dos mercados de ações ocorrido em 6 de maio. Durante discurso preparado para uma subcomissão do Comitê de Serviços Financeiros do Senado dos EUA, a autoridade afirmou que nem a SEC nem as bolsas encontraram evidências de que a queda acentuada das ações teria sido provocada por alguém que teria erroneamente enviado uma ordem de 'bilhões' - e não de 'milhões'. Ela ressaltou, no entanto, que "nós ainda não podemos descartar definitivamente essa possibilidade".

Os investigadores que analisaram os dados das negociações ocorridas na última quinta-feira também não encontraram indícios de operações incomuns com as ações da Procter & Gamble, cujos preços foram fortemente atingidos pelo mergulho das bolsas no dia, nem evidências de envolvimento de hackers ou terroristas.

As perdas acentuadas das bolsas foram antecedidas por um declínio nos contratos futuros e-mini atrelados ao índice de ações S&P-500, de acordo com Schapiro. Ela alertou, porém, que o movimento nesses contratos não teria necessariamente motivado a queda dos índices acionários. "O fato de os preços das ações terem acompanhado cronologicamente os preços dos futuros não demonstra o que teria provocado os movimentos nos preços", acrescentou.

"Podemos descobrir que a extraordinária ruptura nas negociações, qualquer que tenha sido o modo como ela foi iniciada, foi resultado de uma confluência de eventos", ponderou a autoridade.

Novas regras

A SEC também estuda regras mais rigorosas para proteger os investidores com base no mergulho dos mercados. Schapiro afirmou, por exemplo, que alguns "fornecedores profissionais de liquidez" - ou seja, market makers e especialistas da bolsa - pararam temporariamente de negociar durante o período de volatilidade. "Estamos analisando os dados e avaliando os tipos de obrigações que deveriam ser aplicáveis a certos fornecedores de liquidez."

Os reguladores e as bolsas também estão preparando respostas unificadas à volatilidade dos mercados, visto que alguns problemas ocorridos durante o declínio acentuado dos mercados teriam sido exacerbados pelas diferentes práticas adotadas por cada bolsa.

A SEC também estuda a proibição da prática chamada "stub quoting", que consiste em oferecer centavos por ações de valor muito mais alto e a instituição de outros mecanismos de pausas nas negociações que poderão ser aplicados tanto ao mercado quanto a ações individuais, de acordo com Schapiro.

Ela disse que as regras para a interrupção das negociações no mercado, introduzidas em 1987, não possuem mecanismos para reduzir ou suspender a negociação de ações individuais. As informações são da Dow Jones.

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