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12/05/2010 - 10h38

Bolsas de NY abrem em alta de olho na Europa

Nova York - As Bolsas de Nova York abriram em alta hoje, apesar de os temores em relação à Europa continuarem minando o otimismo dos investidores, que correm em busca de um porto seguro no ouro. No pré-mercado em Wall Street, os papéis do Morgan Stanley despencavam perto de 5% diante de suspeitas de também ter oferecido a seus clientes transações estruturadas, as quais teria apostado contra, a exemplo do Goldman Sachs. Às 10h35 (de Brasília), o Dow Jones ganhava 0,29%, o Nasdaq avançava 0,48% e S&P 500 subia 0,39%.

O ouro voltou hoje a atingir novos recordes de alta, a US$ 1.245,40 a onça-troy nos contratos com vencimento em junho. Às 10h24 (de Brasília), o contrato de junho do ouro negociado na Comex eletrônica avançava 1,38% a US$ 1.237,20 a onça-troy. A demanda está nos maiores níveis desde o colapso do Lehman Brothers, a maior parte dela vinda da Alemanha. Segundo a rede CNBC, a corrida tem como motivação o medo de que o quase US$ 1 trilhão de pacote de ajuda da União Europeia impulsione a inflação na região. "O ouro está se beneficiando da crença de que os bancos centrais não podem subir os juros. Com tantas incertezas na Europa, o ouro se tornou a moeda 'de facto'", disse a analista Monica Fan, da State Street Global Advisors, à CNBC.

Numa tentativa de reduzir as incertezas em seu território, a Espanha anunciou medidas que mostram seu empenho com um maior rigor fiscal para diminuir o déficit orçamentário. Entre elas, corte de 5% dos salários do setor público e congelamento durante o próximo ano; congelamento de benefícios previdenciários em 2011 e eliminação do benefício "cheque bebê" de 2.500 euros concedido para as famílias a cada nova criança. O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, disse que os planos tem como objetivo a redução do déficit orçamentário a 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e a 6,5% do PIB em 2011, de 11,2% em 2009.

A zona do euro mostrou hoje que voltou a crescer no primeiro trimestre, mas num ritmo menor em relação ao trimestre anterior. Na zona do euro, o PIB cresceu 0,2%; na Alemanha, +0,2%; na França, +0,1%; na Espanha, +0,1%, em Portugal, +1%; na Itália, +0,5%. A Grécia teve contração do PIB de 0,8% no período.

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