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12/05/2010 - 10h02

Dólar comercial abre em baixa de 0,28% a R$ 1,78

São Paulo - O dólar comercial abriu em baixa de 0,28% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,78. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista abriu em alta de 0,20%, também a R$ 1,78. O clima amenizado na Europa deve abrir espaço para o dólar recuar ante o real no início dos negócios do mercado doméstico de câmbio. Ainda assim, a perspectiva é de que os investidores continuem tateando a liquidez que sobrará para os emergentes, depois dos últimos sustos na economia europeia, para definir o novo preço justo da moeda. E a volatilidade não deve ser descartada.

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro e as medidas de contensão fiscal na Espanha seguram as bolsas europeias no terreno positivo na manhã de hoje. Já o euro ameaçou dar uma arrancada, mas passou a ser negociado nos mesmos níveis do final da tarde de ontem em Nova York. A falta de empolgação dá-se porque, apesar de positivos, os dados estão perto do esperado e não afastam o temor de que a economia possa voltar a encolher, em decorrência dos ajustes que têm de ser feitos por lá.

Segundo dados preliminares da Eurostat, o PIB da zona do euro cresceu 0,2% nos três primeiros meses deste ano em comparação ao último trimestre de 2009, ante estimativas de 0,1% feitas pelos economistas. Em relação com os três primeiros meses do ano passado, a expansão foi de 0,5% e os analistas estimavam 0,4%. Os investidores internacionais computam positivamente também a resolução no governo do Reino Unido, que fica a comando dos conservadores, além de balanços positivos.

No Brasil, os dados de vendas ao varejo corroboram o melhor cenário para atividade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta foi de 1,60% em março, na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal. Os analistas esperavam de zero a 2,52%, com mediana de 0,95%. Na comparação anual, a alta foi de 15,70%. A reação do mercado de juros a esses dados pode influenciar o dólar. Isso se os investidores desse mercado voltarem a puxar as taxas dos DIs para cima, o que facilita a retomada de operações de arbitragem entre moedas e, portanto, reforça as expectativas de entradas de dólares.

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