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13/05/2010 - 10h39

Bolsas de NY abrem em baixa com investigação

Nova York - Após um pregão de ganhos ontem, as bolsas de Nova York abriram em baixa, sob o peso das investigações sobre oito grandes bancos nos Estados Unidos suspeitos de darem informações erradas às agências de classificação de risco para inflar as notas de operações ligadas a hipotecas. Os investidores também continuam céticos quanto à capacidade de o pacote de socorro à Grécia e o de blindagem à União Europeia funcionarem e deixarem o euro a salvo. No noticiário positivo, a temporada de balanços está chegando ao fim, mostrando força do setor corporativo. Às 10h35 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,60%, o Nasdaq cedia 0,51% e o S&P 500 recuava 0,57%.

Ontem, as bolsas fecharam no terreno positivo, com Dow Jones em alta de 1,38% aos 10.896,91 pontos, o Nasdaq somando 2,09%, para 2.425,02 pontos e o S&P 500 avançando 1,37%, para 1.171,67 pontos. O ouro hoje é negociado em baixa, depois de atingir máximas históricas ao longo do dia de ontem. Mas analistas acreditam que ele deve continuar encontrando suporte de alta, uma vez que as preocupações em relação à Europa e aos riscos de inflação na região não foram dissipados. No início da manhã, o contrato de ouro com vencimento em junho, o mais negociado, caía 0,70%, para US$ 1.234,40 a onça-troy.

Na agenda do dia, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, participa de uma sessão de perguntas e respostas durante uma conferência patrocinada pelo Fed da Filadélfia, a partir de 13h30 (de Brasília).

Os bancos que estão sendo investigados pela promotoria federal dos EUA são Goldman Sachs, Morgan Stanley, UBS, Citigroup, Credit Suisse, Deutsche Bank, Crédit Agricole e Merrill Lynch - que agora pertence ao Bank of America. As companhias de classificação de risco que deram os ratings às operações ligadas a hipotecas a esses bancos são Standard & Poor's, Fitch Ratings e Moody's. Foi o setor de hipotecas imobiliárias de segunda linha, ou subprime, o gatilho para a mais recente crise financeira global.

Os problemas nos bancos devem aumentar a pressão por uma reforma financeira rigorosa. Ontem, senadores dos EUA aprovaram, com 90 votos a favor e 9 contra, uma emenda ao projeto de reforma do sistema financeiro que mantém a autoridade do Federal Reserve para supervisionar pequenos bancos do país. A medida, considerada uma vitória política do banco central norte-americano, remove uma provisão anterior que transferiria o poder de fiscalização sobre milhares de bancos para a Corporação Federal de Seguro de Depósito (FDIC, em inglês).

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