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13/05/2010 - 18h37

Petróleo fecha a US$ 74,40 o barril em NY

Nova York - Os contratos futuros de petróleo caíram hoje para o preço mínimo em três meses, em meio às preocupações com o excesso de estoque no centro de armazenagem de Cushing, nos Estados Unidos. Os investidores estão centrados na diferença de preços entre os contratos futuros referenciais com entrega para junho e julho.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos futuros com vencimento em junho fecharam em queda de 1,7%, a US$ 74,40 o barril. Os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de 1,5%, a US$ 78,99 o barril. A diferença - ou spread - entre o preço dos contratos está maior que o normal. Por isso, os investidores estão evitando os contratos com vencimento mais próximo e comprando os que vencem em seguida. Na plataforma eletrônica ICE, de Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em junho caiu US$ 1,09, para US$ 80,11 o barril.

"Toda a ação está no spread", disse Andy Lebow, um corretor da MF Global, em Nova York. Sempre que esta estratégia - apostar na alta em um contrato e na baixa em outro, simultaneamente - predomina, os participantes do mercado se aglomeram, exacerbando o movimento. Na sessão de hoje, o spread alcançou US$ 4,96 por barril, o maior nível desde fevereiro de 2009. Como o spread não conseguiu atingir os US$ 5, muitos investidores apuraram lucros, revertendo suas posições. Isso levou os contratos de junho a uma máxima de US$ 76,45 o barril, colocando o petróleo brevemente na zona positiva.

Os estoques de petróleo dos EUA estão no nível mais alto desde dezembro, enquanto os estoques em Cushing cresceram por oito semanas seguidas, levando a quantidade da commodity armazenada 29% acima dos níveis do ano passado. "Será difícil manter qualquer alta dos preços por conta desses estoques elevados", disse Lebow.

Os estoques de gasolina e destilados, do qual fazem parte o diesel e o óleo de calefação, também ultrapassaram os picos dos últimos cinco anos, enquanto a demanda mostra apenas um "indício" de aumento, disse Bill O'Grady, estrategista chefe de mercado da Confluence Investment Management.

Na semana passada, o petróleo atingiu a cotação máxima dos últimos 18 meses, a US$ 87,15 o barril. Desde então, as preocupações sobre a dívida da Europa e a aversão aos ativos de risco fizeram com que o preço caísse mais de US$ 13. As informações são da Dow Jones.

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