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14/05/2010 - 10h38

Bolsas de NY abrem em baixa com temor sobre Europa

Nova York - As bolsas começaram a semana impulsionadas pelo pacote de quase US$ 1 trilhão da União Europeia e devem terminar pressionadas pelo peso das dúvidas em torno da eficácia que ele realmente terá na região. As Bolsas de Nova York abriram em baixa, com investidores atentos também a uma farta agenda de indicadores nesta sexta-feira, que inclui dados de vendas no varejo e produção industrial em abril e sentimento do consumidor em maio. Às 10h35 (de Brasília), o Dow Jones perdia 1,16%, o Nasdaq caía 1,04% e o S&P 500 cedia 0,99%.

As preocupações com a situação fiscal na Europa continuam a alavancar os preços do ouro. O contrato futuro para junho, o mais negociado, estava em alta de 1,2%, a US$ 1,244.20 a onça-troy. A procura pela commodity tem aumentado na mesma proporção em que crescem os temores de inflação na Europa especialmente depois do pacote milionário anunciado no início deste semana e do plano de Banco Central Europeu de injetar liquidez na região.

A cotação do ouro acentuou levemente a alta após os dados de vendas no varejo nos Estados Unidos, divulgados hoje, que mostraram crescimento nas vendas de 0,4% em abril, após ajustes sazonais, para US$ 366,4 bilhões, a sétima alta consecutiva em 13 meses.

No cenário doméstico norte-americano, o Congresso se mostra disposto a avançar na direção de uma reforma financeira ampla. O Senado aprovou ontem uma emenda que coloca nas mãos do governo a missão de determinar quem irá dar rating em transações mais complexas de títulos, numa tentativa de encerrar qualquer problema de conflitos de interesse, diz hoje o The Wall Street Journal. Por 64 votos a 35, congressistas deram um dos maiores avanços para mudar o modo como se faz negócios em Wall Street.

Até agora, as instituições que possuíam os títulos escolhiam as agências de classificação de risco e pagavam pelos ratings. Com a emenda, fica para a SEC (comissão norte-americana que lida com valores mobiliários) a missão de estabelecer e fiscalizar uma comissão que atuaria como mediadora entre os que estão querendo uma nota e as agências de rating. Existe a possibilidade de a emenda cair antes de virar lei, mas isso fica mais difícil pelo fato de ela ter mais de 60 votos.

Outra medida importante, que passou por votação verbal no Senado ontem, é a de que grandes instituições financeiras levantem mais capital para ajudar a impulsionar os negócios em tempos de crise, delimitando melhor os padrões a serem seguidos e evitando alavancagem excessiva como se viu na última crise.

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