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14/05/2010 - 10h02

Dólar comercial abre em alta de 0,28% a R$ 1,782

São Paulo - O dólar comercial abriu em alta de 0,28% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ ,1782. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com liquidação à vista iniciou o pregão com avanço de 0,46% ante o real, a R$ 1,7846. A continuidade das incertezas na Europa não permite que o mercado brasileiro se aproveite dos bons indicadores no País e o câmbio deve fechar a semana mantendo o clima de desconfiança. O euro bateu novas mínimas hoje e é negociado na casa de US$ 1,24. O que está por trás são os temores de que o conserto nas contas fiscais dos países da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam a moeda única) leve a região a mais uma recessão.

No Brasil, um mergulho da economia europeia na recessão pode traduzir-se em menos entrada de recursos e, portanto, dólar em alta no curto prazo. Mas se esse recuo na atividade se espalhar pelo globo, como o ocorreu em 2008 com a crise norte-americana do subprime, os problemas são maiores. A secura de dinheiro internacional pode perdurar e o fluxo ficaria comprometido por mais tempo, representando, para o Brasil, menos investimentos no médio prazo e crescimento limitado no longo prazo. As boas perspectivas para o País pressupõem investimentos grandes nos próximos anos, que dependem de capital internacional.

Por ora esses temores não compõem o cenário mais provável na avaliação dos analistas. Por isso mesmo, embora com baixa liquidez e cautela, o dólar à vista acumula queda de 4,05% na semana até o fechamento de ontem ante o real, devolvendo boa parte da alta de 6,4% da semana passada.

Hoje, com a trajetória negativa que é vista no exterior, o recuo acumulado deve diminuir. O forte aquecimento da economia brasileira levou o governo a anunciar um corte de R$ 10 bilhões no Orçamento. A medida soma-se a uma contenção anterior de US$ 21,8 bilhões. Por enquanto, essas medidas estão sendo analisadas pelo mercado.

Nos EUA saem vários indicadores importantes que podem alterar os rumos dos negócios, criando volatilidade. Estão na lista produção industrial e sentimento do consumidor. No Brasil, a Petrobras anuncia balanço e as expectativas podem movimentar a bolsa. O papel está entre os preferidos dos estrangeiros e movimentos bruscos com ele, eventualmente, impactam no câmbio.

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