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14/05/2010 - 17h02 / Atualizada 14/05/2010 - 17h09

Dólar comercial fecha em alta de 1,58%, a R$ 1,805

São Paulo - O dólar comercial fechou o dia em alta de 1,58%, cotado a R$ 1,805 no mercado interbancário de câmbio. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou a sessão em alta de 1,57%, a R$ 1,8044.

A divisa já abriu o dia em alta e oscilou entre a cotação máxima de R$ 1,8180 e a mínima de R$ 1,7820. Na semana, o dólar recuou 2,38% e, no mês, teve alta de 3,91%. No acumulado do ano, a alta é de 3,56%.

O dia foi marcado por boatos colocando em questão a sobrevivência do euro, o que voltou as atenções para a Europa, deixando em segundo plano os dados de balanços de empresas. Durante a sessão, prevaleceu a compra de dólares, ienes e Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) e o descarte de commodities (matérias-primas), petróleo, ações e moedas de países emergentes, como o Brasil. Quase ninguém se lembra mais da euforia com o pacote de quase US$ 1 trilhão para a Europa divulgado na madrugada da última segunda-feira. Em seu lugar, ficou o medo de que a Europa faça um duplo mergulho na recessão e que o bloco puxe outros continentes.

A sobrevivência da moeda única no bloco foi questionada, inclusive, pelo consultor econômico da Casa Branca Paul Volcker. Ele afirmou ontem, durante evento em Londres, que o euro falhou e que a lição tirada dos problemas da Europa é a de que a zona do euro terá que se integrar em um grau maior ou menor do que o seu estado atual. "Claramente, eu acho que nós temos de dizer que o euro falhou e caiu em uma armadilha que era evidente no começo", disse Volcker.

Além disso, o jornal espanhol "El País" noticiou que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, ameaçou tirar o país da zona do euro, durante negociações recentes no âmbito da União Europeia. Uma fonte do governo de Paris, porém, negou que a informação fosse verdadeira.

"Hoje surgiu todo o tipo de boato que se possa imaginar. E em uma sexta-feira ninguém quer ficar posicionado", ponderou Felipe Brandão, da Icap Brasil. Jorge Knauer, gerente de tesouraria do Banco Prosper, disse que "o mercado vai passar o final de semana observando, digerindo as notícias".

Knauer ressalta que "é bom atentar para a posição dos bancos europeus", que carregam parte importante dos títulos públicos dos países com problemas fiscais, para saber a extensão do problema e o risco ao sistema financeiro.

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