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17/05/2010 - 14h55 / Atualizada 17/05/2010 - 15h00

Bolsas europeias fecham o dia em queda

Londres - Os principais mercados de ações da Europa fecharam o dia em queda, mas perto da estabilidade, em meio às preocupações com a crise da dívida na zona do euro (que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda) e à queda das commodities (matérias-primas). "Os temores estão servindo para conter qualquer espécie de otimismo", observou Yusuf Heusen, da IG Index.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que subiu 4,8% no acumulado da semana passada, caiu 0,15%, encerrando o dia aos 248,09 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 recuou apenas 0,01%, para 5.262,54 pontos. Em Paris, o CAC-40 teve queda de 0,47% e terminou o pregão aos 3.543,55 pontos, enquanto o índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, subiu 0,17%, para 6.066,92 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 0,31%, aos 9.286,10 pontos.

O sentimento dos investidores com a pesquisa sobre atividade industrial de Nova York, que mostrou expansão mais lenta que a esperada em maio, pesava sobre as ações nos Estados Unidos e se refletiu no fechamento dos mercados europeus. O resultado financeiro da varejista Lowe's, que anunciou alta de 3% no lucro, mas fez estimativas para o segundo trimestre abaixo das expectativas, também pesava sobre as Bolsas europeias.

No setor de mineração, com a queda das commodities (matérias-primas), as ações da Rio Tinto caíram 2,98%, as da Kazakhmys recuaram 2,83% e as da Xstrata registraram baixa de 2,05%. Todas as companhias são cotadas em Londres.

No início do pregão, os papéis das petrolíferas ajudaram a levantar os mercados. A British Petroleum (BP) obteve uma valorização temporária após ter dado esperança aos investidores de que estaria começando a controlar um extenso vazamento de óleo no Golfo do México. Os papéis da BP fecharam em queda de 0,06%.

Já as ações do administrador de fundos Man Group caíram 8,85%, depois do anúncio de um acordo para a compra do GLG Partners, por US$ 1,6 bilhão. O acordo criará uma empresa com cerca de US$ 63 bilhões em fundos sob sua administração.

"O mercado não parece estar convencido de que o pacote de 750 bilhões de euros em ajuda à zona do euro", aprovado na semana passada em Bruxelas, "possa solucionar prontamente os enigmas da dívida, do déficit e da depressão", avaliaram estrategistas do ING. Apesar disso, eles acreditam que o pacote é uma boa notícia para as ações em geral e esperam "a renovação dos ganhos assim que a crise começar a passar". As informações são da Dow Jones.

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