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17/05/2010 - 17h53 / Atualizada 17/05/2010 - 18h02

Petróleo cai e fecha no menor nível desde dezembro

Nova York - Os preços dos contratos futuros do petróleo caíram e fecharam no menor nível desde dezembro na em Nova York, em meio a preocupações com a saúde da economia europeia, que levaram os investidores a migrar de ativos arriscados - como as commodities - para outros considerados mais seguros - como o dólar. O contrato futuro do petróleo com vencimento em junho caiu 2,14%, para US$ 70,08 por barril, com mínima de US$ 69,27 e máxima de US$ 72,25 ao longo da sessão. Em Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent recuou ou 3,63%, para US$ 75,10 por barril.

O valor do barril caiu aproximadamente 20% nas últimas duas semanas, em meio a crescentes receios dos investidores com a possibilidade de os problemas com a dívida da Grécia abalarem a recuperação econômica dos demais países europeus. A União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estão prosseguindo com um plano de resgate ao país, anunciado anteriormente, mas os níveis elevados de déficit orçamentário estão forçando não só o governo grego, mas também o de Portugal e o da Espanha, a cortarem as despesas públicas, colocando em risco o crescimento econômico.

A depreciação do euro em relação ao dólar - que torna a commodity mais cara para investidores que utilizam a moeda europeia - também contribuiu para a queda dos preços do petróleo. Mais cedo, o euro chegou a tocar US$ 1,2234, o menor nível em quatro anos, embora perto do horário de fechamento dos mercados de petróleo tenha diminuído o ritmo de queda e operasse a US$ 1,2350.

A expectativa era de que grande parte do crescimento na demanda por energia viria da Ásia e dos EUA. Apesar disso, ainda não se sabe se haverá uma expansão econômica suficientemente forte nessas regiões para reduzir o volume dos estoques de petróleo acumulados ao longo dos últimos meses. Acredita-se que a China adotará medidas para diminuir os empréstimos e conter a inflação, o que esfriaria a expansão do país. Já nos EUA, apesar dos sinais de recuperação, os estoques seguem aumentando.

"O mercado físico de petróleo está excessivamente abastecido. Para onde quer que você olhe, há mais barris do que demanda", disse David Wech, diretor de pesquisas da JBC Energy em Viena. Os contratos futuros do petróleo negociados em Nova York estão particularmente sob pressão devido ao amplo volume de estoques na cidade de Cushing, Oklahoma, ponto de entrega física dos barris negociados em Nova York. Como o contrato do petróleo com vencimento em junho expira na quinta-feira, operadores estão evitando assumir posições que os obriguem a aceitar a entrega de petróleo em Cushing, o que deixa mais vendedores no mercado. As informações são da Dow Jones.

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