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19/05/2010 - 08h40 / Atualizada 19/05/2010 - 10h58

Em SP, obra viária no Morumbi ficará pela metade

Em São Paulo

A solução viária para aliviar o trânsito no Morumbi, onde moradores levam uma hora para sair do bairro, será entregue neste ano pela metade. A Avenida Perimetral Paraisópolis será inaugurada apenas no trecho que corta a favela, sem ligação com o restante do bairro. Dessa forma, os motoristas podem até ganhar tempo com a nova via, mas, no final dela, precisarão retornar para as carregadas Avenidas Giovanni Gronchi e Morumbi.

Dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) apontam que a Giovanni Gronchi apresenta saturação máxima nos horários de pico. Pela manhã, 2,1 mil veículos por hora a utilizam no sentido centro - 600 na faixa reversível, uma das tentativas da CET para amenizar os congestionamentos. Motoristas enfrentam pelo menos três pontos de estrangulamento: entre as Ruas Dr. Laerte Setúbal e Francisco Tomás de Carvalho, na chegada à Estrada de Itapecerica e no cruzamento com a Avenida Morumbi.

"Trabalho a oito quilômetros de casa e levo mais de uma hora para chegar lá. São 55 minutos só para sair do Morumbi", reclama a gerente de contas Andiara Souza, que mora em uma travessa da Giovanni Gronchi. O trecho mais crítico, para ela, fica nas proximidades do Estádio do Morumbi. Os problemas são agravados com a passagem de comitivas de autoridades para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, que leva à paralisação do trânsito na Avenida Morumbi. Segundo os moradores, o caminho para casa no período da tarde também é prejudicado sempre que há jogos de futebol no Estádio do Morumbi.

A Perimetral Paraisópolis seria uma solução para esse caso, pois absorveria cerca de 40% do trânsito da Giovanni Gronchi ao correr paralela à ela. Mas a inauguração incompleta deve criar uma distorção. Muitos motoristas podem fugir dos congestionamentos da Giovanni pela futura Perimetral, contornando por dentro da Favela de Paraisópolis. Mas a previsão inicial é de que a Perimetral termine no fim da favela, perto da Avenida Otávio Mangabeira. Ou seja, todos terão, a partir daí, de seguir por vias locais até cair na Giovanni Gronchi, ou, no sentido contrário, na Morumbi.

Divisão

A obra foi dividida em duas partes. A Secretaria de Habitação (Sehab) ficou responsável pelo trecho que vai da Rua Itapaiuna, passa pela Favela de Paraisópolis, até a Avenida Senador Otávio Mangabeira - cerca de um quilômetro. Metade das pistas está pronta e a previsão é de que essa parte da obra seja entregue até o fim do ano. Serão investidos R$ 30,5 milhões.

"É preciso ficar claro que, enquanto estiver aberto ao tráfego apenas o trecho da Via Perimetral sob responsabilidade da Sehab - ou seja, sem o trecho sob responsabilidade da Siurb (da Av. Senador Otávio Mangabeira até o Estádio do Morumbi) -, a opção para os motoristas que seguem no sentido bairro-centro é voltar para a Avenida Giovanni Gronchi ou entrar na Avenida Morumbi", informou a Sehab.

O restante da via fica a cargo da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), que ainda não tem projeto. Um dos problemas é que a área em que ficaria a continuação da Perimetral é estritamente residencial, o que provoca protestos dos moradores, além de serem necessárias desapropriações. A Siurb informou que a "continuação do trecho citado está em análise na Prefeitura". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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