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21/05/2010 - 17h09 / Atualizada 21/05/2010 - 18h06

Dólar comercial fecha em baixa de 0,05%, a R$ 1,861

São Paulo - O dólar comercial fechou o dia em baixa de 0,05%, cotado a R$ 1,861 no mercado interbancário de câmbio, interrompendo uma sequência de seis sessões de alta em relação ao real. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou em queda de 0,27%, a R$ 1,856.

Os negócios com dólar continuaram hoje sob a influência da crise europeia. A moeda oscilou ao sabor da desmontagem de posições entre aqueles que, no exterior, apostavam na queda ainda maior do euro e os exportadores que, no Brasil, corriam para aproveitar a cotação favorável. Na semana, o dólar acumula alta de 3,10% e, no mês, de 7,14%. No acumulado do ano, a moeda registra alta de 6,77%.

"A desmontagem de apostas (contra o euro) foi a razão para a queda de hoje. Não há nenhum fundamento técnico, internamente, entre o dólar e o real, que justifique o movimento além disso", afirmou Jorge Knauer, gerente de tesouraria do Banco Prosper. Segundo ele, em momentos de estresse como os desta semana, os exportadores buscam aproveitar a cotação favorável. Por isso, o volume de negócios tem sido mais alto nos últimos dias.

Hoje, o Congresso alemão aprovou uma contribuição de até 147,6 bilhões de euros para o pacote de 750 bilhões de euros para os países em dificuldades na zona do euro, embora a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tenha admitido a falta de consenso dentro do grupo de 16 países que formam a zona do euro. Segundo ela, algumas das reformas propostas pelo país após o início da crise exigiriam mudanças, no tratado da União Europeia, que nem todos os membros apoiam. "Existem ideias da Alemanha que exigiriam mudanças no tratado, mas nós deixamos bem claro que estamos apenas começando a discutir isso", disse Merkel. "Não há nenhum consenso no grupo do euro, nem mesmo sobre o que exatamente deveria ser feito".

Entre os indicadores conhecidos hoje, o balanço em conta corrente do bloco registrou superávit de 1,7 bilhão de euros em março, revertendo déficit de 4,5 bilhões de euros em fevereiro. Já o índice composto dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) caiu de 57,3 em abril para 56,2 em maio. Na Alemanha, o PMI recuou de 59,3 em abril para 55,5 em maio.

Reunidos em Bruxelas hoje, os ministros das Finanças europeus discutiram formas de alinhar uma estratégia econômica e de supervisão orçamentária para os países membros. O presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, afirmou que a força-tarefa deve entregar um trabalho até outubro. "Já chegamos a um acordo a respeito dos quatro principais objetivos e também sobre a direção que seguiremos em cada um deles", disse. Os objetivos incluem o desenvolvimento de um mecanismo para auxiliar governos atingidos por crises e para reduzir os desequilíbrios econômicos.

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