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24/05/2010 - 16h49 / Atualizada 24/05/2010 - 16h59

Dólar comercial encerra em alta de 0,16% a R$ 1,864

São Paulo - A possível fragilidade no sistema financeiro espanhol trouxe de volta a apreensão com relação à Europa, levando a moeda única do bloco a devolver parte dos ganhos de sexta-feira e o dólar à nova sessão de valorização. Depois de subir 4,90% em seis sessões consecutivas e de fechar praticamente estável na sexta-feira, o dólar comercial hoje avançou 0,16% no mercado interbancário de câmbio, fechando a R$ 1,864, em um dia em que oscilou entre a máxima de R$ 1,866 e a mínima de R$ 1,842. No mês de maio, a valorização da moeda americana é de 7,31%.

Já o dólar com liquidação à vista da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) teve alta de 0,54%, para R$ 1,866. O giro financeiro, segundo cálculos da Renascença Corretora, era de US$ 3 bilhões, perto do fechamento do pregão, para as operações com liquidação em dois dias, ante os US$ 4,37 bilhões de sexta-feira.

As bolsas da China subiram fortemente hoje apoiadas na perspectiva de que o gigante asiático adie mais medidas de contenção do seu crescimento a fim de avaliar melhor os efeitos da crise na Europa. E tal decisão pode beneficiar países apoiados em commodities, como é o Brasil. Além disso, o presidente chinês, Hu Jintao, abriu hoje dois dias de conversações entre autoridades do país e dos Estados Unidos em Pequim, repetindo a promessa de continuar a reforma do regime de taxa de câmbio de seu país, declaração que trouxe alívio aos mercados.

Já a situação na zona do euro (grupo dos 16 países que adotam a moeda única) permanece delicada. A Espanha decidiu intervir no CajaSur, um pequeno banco de poupança administrado pela Igreja Católica desde 1864. Analistas acreditam que a medida faz parte da reestruturação do sistema bancário em curso no país e, como a instituição responde por apenas 0,6% dos ativos financeiros, isoladamente não representa motivo para alarde. Mas a notícia já trouxe de volta o temor de um efeito cascata no sistema financeiro.

Com isso, o euro, depois de fechar a semana passada fortalecido pelo desmonte de posições contra a sua valorização, começa esta semana com novas apostas contrárias. No Reino Unido, o governo de coalizão anunciou um pacote de austeridade para cortar 6,25 bilhões de libras em gastos públicos. Já nos Estados Unidos, indicadores positivos contribuíram para conter a queda das bolsas. As vendas de imóveis residenciais usados, por exemplo, subiram 7,6% em abril, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 5,77 milhões de unidades, de 5,36 milhões de unidades em março. Economistas esperavam alta de 4,7%.

Internamente, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 546 milhões na terceira semana de maio. As exportações somaram US$ 3,970 bilhões e as importações, US$ 3,424 bilhões. Com o resultado da terceira semana, no mês, a balança acumula superávit de US$ 2,015 bilhões. No ano, o superávit é de US$ 4,189 bilhões até o dia 23 de maio, saldo 50,3% menor que o registrado em igual período de 2009 (US$ 8,431 bilhões). O Banco Central manteve a prática (adotada desde maio do ano passado) de adquirir moeda no mercado à vista e realizou leilão até 16h07, fixando a taxa de corte em R$ 1,8641. Também no mercado de moedas, o dólar turismo fechou estável, a R$ 1,953. Já o euro comercial caiu 1,24% e fechou a R$ 2,31.

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