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24/05/2010 - 09h00 / Atualizada 24/05/2010 - 09h06

Empresas e funcionários negociam para ver Copa

São Paulo - Com a proximidade da Copa do Mundo, empresas e funcionários começam a negociar um esquema de trabalho diferenciado durante os dias em que a seleção brasileira estiver em campo. Embora as empresas não sejam obrigadas a liberar seus funcionários para acompanhar os jogos do Brasil, o bom senso recomenda que os chefes sejam mais tolerantes com seus "funcionários-torcedores" nesta época.

A Catho, que atua no segmento de currículos e empregos online, vai liberar seus colaboradores do setor administrativo e disponibilizará telões para que todos assistam aos jogos. Rogério Reberte, diretor de Recursos Humanos da empresa, afirma que é pior não liberar os funcionários. "Já é difícil ter um funcionário completamente concentrado no dia do jogo. Na hora do jogo, então, é quase impossível. Não dá para brigar contra isso."

A empresa de telefonia Oi também já agendou mudanças durante o Mundial da África do Sul. Os funcionários serão liberados para acompanhar os jogos e haverá compensação no banco de horas. A mesma política será adotada pela mineradora Vale, que dispensará, para futura compensação, seus trabalhadores do horário administrativo. Em relação ao pessoal do setor operacional, a empresa vai analisar caso a caso. A Vale também disponibilizará aparelhos de TV na área operacional.

Reberte recomenda que as empresas liberem os funcionários para não haver conflitos. "O ato de liberar leva em conta o conceito de bem-estar dos trabalhadores." Para ele, a consequência dessa política voltada ao funcionário é um profissional satisfeito, que vai trabalhar melhor.

Mas, como lembra a advogada trabalhista Fabiola Marques, apesar de o gesto da liberação ser visto com bons olhos pelos trabalhadores, a empresa não é obrigada a tomar essa medida, e pode impor penalidades ao funcionário que faltar ao trabalho, como efetuar o desconto do dia no salário. "Havendo comprovação da falta injustificada, o funcionário também pode levar uma advertência", diz.

A advogada afirma que apenas uma falta não acarreta dispensa por justa causa. Isso só vai ocorrer, explica, se o funcionário faltar diversas vezes, o que caracteriza desídia (desinteresse no exercício do trabalho).

Bancos

As agências bancárias aguardam uma orientação do Banco Central a respeito do horário de funcionamento nos dias em que o Brasil jogar. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região já enviou uma carta ao BC e à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) pedindo a liberação dos bancários durante o Mundial da África do Sul.

De acordo com o presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, o pedido serve tanto para que os trabalhadores possam assistir aos jogos quanto para garantir a segurança dos funcionários e clientes, evitando o risco de assaltos. Marcolino afirma que a expectativa é que o Banco Central se pronuncie nos próximos dias e que atenda a requisição do sindicato, como ocorreu na Copa de 2006.

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