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25/05/2010 - 10h38 / Atualizada 25/05/2010 - 11h07

Bolsas de NY abrem em baixa com Europa e Coreias

Nova York - A depressão generalizada dos mercados no dia de hoje encontrou eco na abertura das Bolsas de Nova York, que iniciaram o pregão em baixa. Além do temor com a saúde dos bancos europeus e de que a zona do euro não consiga restaurar as finanças públicas da região, as tensões políticas entre as Coreias do Sul e do Norte acenderam o sinal de alerta em todos os cantos do mundo. Às 10h35 (de Brasília), o Dow Jones caía 2,30% o Nasdaq cedia 2,52% e o S&P 500 recuava 2,42%. Ontem, o Dow Jones caiu 1,24%, para 10.066,57 pontos; o Nasdaq recuou 0,69%, para 2.213,55 pontos, e o S&P 500 fechou em baixa de 1,29%, para 1.073,65 pontos.

Na Ásia, as bolsas despencaram hoje. Na Europa, pela manhã, as bolsas de Londres, Frankfurt e Paris perdiam mais de 3%, enquanto o euro caía para US$ 1,2194, de US$ 1,2383 ontem no fim da tarde em Nova York. O petróleo estava em queda de 3,66%, para US$ 67,65 o barril.

Do outro lado do mundo, as más vibrações são trazidas pela notícia de que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, ordenou que o país esteja pronto para combate, de acordo com a agência de notícias Yonhap. A Coreia do Norte acusa a Coreia do Sul de ter ultrapassado fronteiras marítimas. A Coreia do Sul nega. A Coreia do Sul acusa a do Norte de ter afundado um navio sul-coreano em março. A Coreia do Norte nega. E as tensões estão cada vez maiores na região.

Já na Europa, o que começou com o problema grego se transformou em um drama agora com a Espanha como protagonista. Alguns dias após anunciar medidas de austeridade fiscal, o Banco da Espanha assumiu o controle do banco de poupança CajaSur, no último final de semana. Ontem, quatro instituições de poupança da Espanha - Caja de Ahorros del Mediterraneo, Cajastur, Caja Extremadura e Caja Cantabria - assinaram um protocolo de intenções para fundir suas operações, mas mantendo suas marcas e imagens corporativas separadas.

O sistema bancário espanhol pode vir a se tornar um problema maior, na avaliação da economista Linda Yueh, da Universidade de Oxford. "O governo espanhol pode resgatar bancos regionais diante da pressão da sua posição fiscal?", questionou, em entrevista à rede CNBC. "Há dois anos ninguém cogitava calote em algum país da zona do euro. Agora o que as pessoas estão se perguntando é se o euro vai continuar existindo em três anos", afirmou o economista do UBS, Paul Donovan, também na CNBC esta manhã.

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