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25/05/2010 - 14h32 / Atualizada 25/05/2010 - 14h54

Bolsas europeias fecham em queda com bancos

Londres - As Bolsas de Valores europeias fecharam em queda generalizada em meio a temores quanto à estabilidade do sistema bancário do continente e à preocupação com a crise da dívida na zona do euro. Notícias referentes à fusão de quatro bancos regionais espanhóis também sacudiram os mercados de ações. Depois de iniciar a semana com um modesto avanço, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 2,48%, a 232,11 pontos. Em Londres, o índice FTSE-100 caiu 2,54%, fechando em 4.940,68 pontos. Trata-se do primeiro fechamento do FTSE-100 abaixo dos 5.000 pontos desde novembro do ano passado. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 recuou 2,90%, encerrando a sessão 3.331,29 pontos; o índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, cedeu 2,34%, terminando o pregão em 5.670,04 pontos.

Michael Hewson, da CMC Markets, observou que os custos dos empréstimos no mercado interbancário estão subindo e que os investidores estão temerosos quanto às perspectivas de crescimento da zona do euro em meio à atual crise. "Essas ações assustaram os mercados e elevaram os temores de uma provável recessão em W", comentou. Além disso, as medidas adotadas pela Espanha para consolidar o setor bancário afetaram as ações financeiras em geral. Os papéis do Société Générale recuaram 6,27%; os do Credit Agricole perderam 6,60%; os do Barclays caíram 5,67%; os do BBVA sofreram queda de 4,48%; os do Deutsche Bank cederam 1,98%.

Já os papéis da petrolífera British Petroleum caíram mais 1,58%, elevando a 20,3% as perdas em 2010. A companhia ainda luta para limpar um extenso vazamento de petróleo no Golfo do México. Lena Komileva, da Tullett Prebon, advertiu que "os mercados de crédito da zona do euro continuam altamente vulneráveis a novos choques e o resgate de mais bancos é uma grande possibilidade".

Apesar da queda acentuada do setor financeiro, outros analistas mostravam-se menos pessimistas. Huw Van Steenis, do Morgan Stanley, disse que os problemas nos bancos europeus envolvem instituições de pequeno porte e avaliou que os problemas no sistema são contornáveis. "Quanto aos riscos de contágio e de contraparte, nós pensamos que o Banco Central Europeu está trabalhando para impedir que eles se elevem", prosseguiu.

A expectativa de uma recuperação econômica na Europa tem sido ameaçada recentemente pelo alto endividamento de países da periferia da zona do euro. Hoje, os índices da ações dos chamados países PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) sofreram queda acentuada hoje. Em Madri, o índice Ibex-35 sofreu queda de 3,02%, encerrando a sessão em 9.004,40 pontos. O índice PSI-20 da Bolsa de Lisboa caiu 2,75%, fechando em 6.632,32 pontos. Na bolsa de Atenas, o índice composto ASE cedeu 3,46%, terminando o pregão em 1.539,90 pontos.

Enquanto isso, o Ministério das Finanças da Alemanha propôs hoje que a proibição às posições vendidas a descoberto nos mercados do país deveriam ser ampliadas para abranger todas as ações e derivativos em euro que não tenham finalidade de proteção (hedge). A proposta será avaliada por grupos empresariais alemães antes de ser levada a reunião de gabinete da chanceler Angela Merkel na próxima semana. Ao mesmo tempo, intensificou-se a tensão na Península Coreana, o que levou os mercados asiáticos de ações a queda acentuadas.

Apesar disso, os índices europeus recuperaram-se das mínimas com a divulgação de indicadores positivos sobre a economia norte-americana. O índice de confiança do consumidor do Conference Board continuou a subir em maio, pelo segundo mês consecutivo, o que deu aos mercados um alívio modesto, mas bem-vindo. As informações são da Dow Jones.

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