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25/05/2010 - 10h12 / Atualizada 25/05/2010 - 11h07

Bovespa abre em baixa de olho em situação nas Coreias

São Paulo - O aumento da tensão entre as entre as Coreias do Norte e do Sul, depois da informação que o líder norte-coreano Kim Jong-il teria colocado suas tropas de prontidão derruba as bolsas ao redor do mundo e as commodities, contaminando também Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em baixa hoje. Após dois pregões tranquilos, voltando a trabalhar ao redor dos 60 mil pontos, a Bolsa brasileira deve ter um dia difícil pela frente. Às 10h10, o índice Bovespa (Ibovespa) perdia 2,68%, aos 58.307 pontos, intensidade de perda próxima à observada nas bolsas europeias e norte-americanas.

O euro, principal termômetro do mercado, se retraiu para o patamar de US$ 1,21, agravando o sentimento de aversão ao risco. Na Ásia, as bolsas de Seul e do Japão caíram 2,8% e 3,06%, respectivamente. O medo de um confronto na península coreana castiga as commodities, o que é ruim para a Bovespa. O petróleo é negociado na faixa de US$ 67,60 por barril, queda de 3,70%. Os metais sofrem os efeitos do fortalecimento do dólar e do enfraquecimento do mercado acionário, elevando ainda mais as apreensões sobre a demanda futura.

Além disso, há ainda a preocupação com a solvência dos bancos na zona do euro, especialmente os espanhóis, o que contribui para uma pressão maior das bolsas na região, que declinavam mais de 3%. As ações do Santander despencavam 5,16% mais cedo, as do BBVA perdiam 5,44% e as do Banco Popular recuavam 5,75%. Em Londres, os papéis do banco irlandês Allied Irish Banks derretiam 15%.

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