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25/05/2010 - 10h46 / Atualizada 25/05/2010 - 11h07

Pedestre fica sem lixeira nas ruas de São Paulo

São Paulo - As ruas de São Paulo apresentam quarteirões inteiros sem lixeira ou com o equipamento quebrado. O problema foi constatado durante os dois dias em que a reportagem percorreu cinco vias movimentadas da capital paulista. Das 340 lixeiras, 142 haviam sido furtadas ou estavam danificadas.

Na Avenida São João, no centro, das 77 lixeiras, 26 estavam quebradas, arrancadas, fora do lugar ou queimadas. Na Avenida Ipiranga, mais vandalismo: 15 das 49 lixeiras estavam sem condição de uso. Segundo o gari Hélio Souza, de 52, que trabalha há nove na área da São João, os moradores de rua quebram as lixeiras e as levam embora. Enquanto falava com a reportagem, o gari colocou de volta uma lixeira retirada por uma sem-teto. Minutos depois, a lixeira já estava fora do lugar de novo.

Na Rua Domingos de Morais, na zona sul, a situação é ainda mais grave: nos 3.124 metros da via, só oito lixeiras estavam inteiras. Outras 27 haviam sido arrancadas - só restou o suporte. Na Rua da Mooca, zona leste, 63 lixeiras estavam inteiras. Outras 29 foram furtadas e cinco estavam sem tampa ou rachadas. Na Avenida Braz Leme, na zona norte, de 87 lixeiras, 45 haviam sido arrancadas e outras quatro estavam sem tampa ou quebradas.

Defesa

Em nota, a secretaria municipal de Coordenação das Subprefeituras informou que, desde 2005, aumentou o número de lixeiras na cidade de 8 mil para 35 mil. A pasta estima que seja necessária a troca anual de 20% dessas lixeiras, "tanto por furto como por depredação", o que dá um prejuízo de R$ 340 mil. Em média, 20 lixeiras são trocadas por dia.

O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) informou que o novo modelo de varrição "objetiva a unificação dos serviços indivisíveis de limpeza pública correlacionados", hoje executados por contratos distintos. O modelo prevê que as empresas sejam responsáveis pela instalação e manutenção das lixeiras. Dessa forma, haverá "maior eficiência na execução e fiscalização dos serviços". A Limpurb diz que o novo contrato já está em estudo e "estão sendo preparados" os termos de referência para lançamento do edital.

A Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) está fazendo um diagnóstico dos oito tipos de lixeira e sua distribuição na cidade. Segundo a diretora de Projetos, Meio Ambiente e Paisagem Urbana do órgão, Regina Monteiro, o estudo deve ficar pronto em quatro meses. "Estamos estudando outros formatos. A ideia é analisar seu desempenho de acordo com o tamanho das calçadas e ver qual é mais apropriado em cada região." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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