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26/05/2010 - 10h08 / Atualizada 26/05/2010 - 10h25

Bovespa abre em alta com sentimento melhor no exterior

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta hoje e se prepara para subir hoje amparado na melhora de humor externo e num movimento de caça às pechinchas, depois de o índice Bovespa (Ibovespa) ter testado ontem novamente os 57 mil pontos, embora tenha mostrado um pouco de recuperação no final do dia. Às 10h07, o Ibovespa subia 0,85%, aos 59.688 pontos.

O fato de ser a última semana de maio também deve abrir espaço para uma recomposição técnica, com os administradores de fundos aflitos em mostrar resultados melhores no fechamento de maio, que está sendo o pior mês do ano para a Bovespa. Até ontem, o Ibovespa registrava perda de 12,36% no mês. A expectativa, portanto, é de que os fundos forcem nesta reta final do mês - isto se o ambiente exterior permitir - uma puxada para cima principalmente nos papéis líderes da Bolsa, Petrobras e Vale.

As ações da Petrobras têm hoje um motivo para reagir, embora o que está realmente pesando nos papéis é o imbróglio da capitalização da companhia. Mas a expectativa é de que o anúncio ontem à noite de uma nova descoberta de petróleo no campo de Caratinga, já em produção na bacia de Campos, em poço chamado Carimbé tenha efeito positivo nas ações. As primeiras estimativas apontam para a existência de até 105 milhões de barris de óleo equivalente em reservatórios acima e abaixo da camada de sal. Mas esse volume pode ser ampliado para até 360 milhões de barris, caso se confirme uma ligação entre Carimbé e outra descoberta feita recentemente na área e anunciada no final de fevereiro.

Além disso, o petróleo registra alta firme, acima de US$ 70 por barril, ganho de quase 2,5% em Nova York, o que é mais um fator positivo para as ações da estatal brasileira. A alta ao redor de 1% das ações da Vale ontem, repercutindo a redução das perdas em Nova York e o relatório do banco Goldman Sachs elevando a projeção de lucro e recomendando compra dos ADRs da mineradora, deve ter prosseguimento, sustentada pela recuperação no mercado de metais, onde os investidores também estão em busca de pechinchas.

No exterior, entre as notícias que contribuem para a recuperação das bolsas e das commodities está a elevação pela OCDE da perspectiva de crescimento para os países que integram o grupo, de 1,9% para 2,7% neste ano e de 2,5% para 2,8% no próximo ano. Na península coreana, o clima ainda é de tensão mas sem novidades específicas, o que também ajuda a desanuviar o ambiente esta manhã

O anúncio ontem pelo governo italiano de um pacote para conter os gastos - corte de 24 bilhões de euros no período 2011-2012 - ajudou a reduzir a tensão na véspera com a Espanha e segue tendo impacto positivo. O euro opera praticamente estável frente ao dólar hoje. Nos Estados Unidos, os indicadores econômicos continuam surpreendendo positivamente. As encomendas de bens duráveis cresceram 2,9% em abril, superando a previsão dos economistas, de 2,2%. Agora, faltam sair nos EUA o dado de venda de casas novas e os estoques semanais de petróleo.

Na Bovespa, o setor de telefonia é movimentado hoje pela notícia do jornal Financial Times de que a Telefónica deve partir para uma oferta hostil pelos ativos de telefonia celular da Portugal Telecom no Brasil. A Telefónica apresentou proposta de 5,7 bilhões de euros para comprar a fatia de 50% da Portugal Telecom na Brasilcel, joint venture pela qual as companhias controlam a Vivo. A oferta foi recusada pelo conselho de administração da PT.

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