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26/05/2010 - 12h55 / Atualizada 11/06/2010 - 14h06

Petróleo sobe com demanda maior e ganhos nas bolsas

Nova York - Os preços dos contratos futuros de petróleo subiram fortemente depois que um relatório do governo dos Estados Unidos mostrou que os estoques de produtos refinados ficaram estáveis e que a demanda está crescendo, dando mais incentivo a um rali que já estava em andamento na manhã de hoje. Às 12h53 (de Brasília), os contratos com vencimento em julho eram negociados em alta de 2,79%, a US$ 70,67 o barril em Nova York. Em Londres, o barril de petróleo do tipo Brent era negociado em alta de 2,24%, a US$ 71,11.

O Departamento de Energia dos EUA (DOE), divulgou um aumento de 2,5 milhões de barris nos estoques de petróleo, muito acima do aumento de 100 mil barris previsto pelos analistas. Mas enquanto a oferta subiu na semana que terminou no dia 21 de maio, a demanda também aumentou, com 19,7 milhões de barris por dia de produtos refinados fornecidos. Mesmo tendo subido apenas 100 mil barris por dia em relação à semana anterior, essa é a demanda mais alta desde janeiro de 2009. Muito do aumento nos estoques de petróleo também se deu na Costa Oeste, onde elevações são geralmente subestimadas pelo mercado de petróleo, já que a região fica isolada por uma falta conexões de oleodutos com outras partes do país.

Os preços do petróleo já caíram mais de US$ 15 o barril desde o dia 3 de maio, com os participantes do mercado receosos de que a crise da dívida da Grécia prejudique o desempenho da economia da Europa, potencialmente diminuindo a demanda global por petróleo. Um crescimento forte nos EUA e na China, os dois maiores consumidores de petróleo do mundo, tem dado suporte para o preço da commodity ficar em torno de US$ 70 o barril.

Depois dos contratos de petróleo terem fechado abaixo de US$ 69 o barril na terça-feira, parece que os investidores tiveram uma mudança de ânimo, e começaram a se focar nos elementos mais positivos da economia mundial, dizem os analistas. Durante a manhã, estava em alta superior a 0,5%, refletindo a repentina elevação do otimismo. "Os operadores acham que o mercado do petróleo talvez estivesse um pouco exageradamente vendido", disse Mike Zarembski, analista sênior de commodities da OptionXpress, em Chicago.

O DOE divulgou que os estoques de petróleo caíram 300 mil barris em Cushing (Oklahoma), o ponto de entrega dos contratos de Nova York. Essa é a primeira vez que os estoques caem nesse ponto desde março. Essa redução nos estoques recordes em Cushing está ajudando a diminuir a pressão para os contratos com vencimento mais próximo, com aqueles de entrega em julho subindo US$ 0,23 a mais do que os que vencem em agosto. O uso das refinarias caiu 0,1 ponto porcentual, para 87,8% da capacidade, igual ao que estava previsto. As informações são da Dow Jones.

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