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27/05/2010 - 12h54 / Atualizada 27/05/2010 - 13h04

Bolsas de NY sobem com alívio sobre Europa e China

Nova York - As Bolsas dos Estados Unidos estão subindo hoje, com a afirmação da China de que não pretende vender seus títulos da dívida europeia, dando alívio para os investidores e elevando o euro. Nesta manhã, o Dow Jones chegou a subir para 10.201 pontos, retornando a um nível superior aos 10 mil pontos depois de fechar abaixo desse patamar ontem pela primeira vez desde o começo de fevereiro. Todos os 30 integrantes da Dow Jones eram negociados no positivo no início da tarde, com as ações de tecnologia liderando a alta. A Microsoft estava em alta de 5,16%, compensando parte das perdas de quarta-feira, quando a capitalização de mercado da fabricante de softwares foi ultrapassada pela rival Apple. A Intel subia 4,59% e a Hewlett-Packard tinha alta de 2,43%. A Apple, que não é um componente da Dow Jones, subia 2,75%. O índice Dow Jones estava em alta de 1,98% às 12h50 (horário de Brasília).

Entre outros papéis que estão tendo uma das melhores performances do Dow Jones, American Express subia 3,98%, a Alcoa avançava 3,11% e o JPMorgan Chase ganhava 2,71%. O WalMart tinha alta de 0,76%, depois que sua unidade Asda Group chegou a um acordo para comprar as operações britânicas da Netto FoodStores com um grande desconto, em um negócio avaliado em US$ 1,1 bilhão. A Nasdaq subia 2,60%. O índice S&P 500 tinha alta de 2,23%, com todos os setores registrando ganhos, liderados pelas ações de energia e tecnologia, com o apetite por risco dos investidores retornando.

Os ganhos no setor de energia vieram com os contratos futuros de petróleo subindo acima de US$ 74 o barril. Além disso, os ADRs da BP subiam 7,04% depois que a Guarda Costeira dos EUA, que está supervisionando os trabalhos de combate ao desastre no Golfo do México, disse que o chamado processo "top kill" da empresa tinha tido sucesso em evitar o vazamento de petróleo e gás do poço danificado.

O euro subia para a casa de US$ 1,2349 depois que a Administração de Comércio Exterior da China, que gerencia as reservas do país, disse que as informações divulgadas pela mídia de que a China estaria considerando vender seus títulos de governos da zona do euro eram "infundadas". O mercado de ações dos EUA caiu no final da sessão de ontem em um intervalo de tempo que coincidiu com uma matéria do Financial Times que dizia que a China estava considerando realizar tais vendas. Também impulsionando o euro, o governo da Espanha aprovou um corte adicional no orçamento de 15 bilhões de euros (US$ 18,29 bilhões) para este ano e o próximo.

Tudo isso ajudou a melhorar o sentimento dos mercados, apesar de dados um pouco decepcionantes em relação à economia dos Estados Unidos. O Departamento de Comércio revisou para baixo sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, para uma taxa anual de 3% de janeiro a março. O número divulgado anteriormente pelo governo norte-americano era de 3,2%, e analistas esperavam que a estimativa fosse revisada para até 3,4%. Por outro lado, o número de trabalhadores dos EUA que registraram novos pedidos de auxílio desemprego caiu na semana passada, embora a queda tenha sido menor do que a esperada. As informações são da Dow Jones.

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