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27/05/2010 - 10h11 / Atualizada 27/05/2010 - 10h34

Bovespa abre em alta seguindo bom humor externo

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta hoje e volta a responder bem à trégua das bolsas e das commodities no exterior e promete mais um dia de recuperação expressiva. O índice Bovespa (Ibovespa) subia 1,50% às 10h08, aos 61.095 pontos, resistindo ao Produto Interno Bruto (PIB) revisado nos Estados Unidos do primeiro trimestre abaixo das estimativas. Em Nova York, os índices futuros sustentam os ganhos ao redor de 2% mesmo após o crescimento do PIB do primeiro trimestre de 3%, ante estimativa dos analistas de 3,4% e de expansão de 3,2% na leitura anterior.

Assim, os investidores mantêm o foco no noticiário positivo, especialmente no rápido desmentido da China de que estaria revendo suas aplicações em dívida dos países da zona do euro. O governo chinês afirmou que a Europa seguirá como um dos principais mercados para a China investir suas reservas de quase US$ 2,5 trilhões. Ontem à tarde, as Bolsas nos EUA inverteram a direção e fecharam em baixa reagindo à notícia do Financial Times, sem citar fontes, de que a China estaria reavaliando sua posição em bônus europeus.

Além do desmentido da China, a melhora das estimativas do crescimento econômico global feitas ontem pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) continuam ecoando no mercado, assim como os recentes indicadores norte-americanos indicando recuperação da atividade. A recuperação esboçada pelo euro ante o dólar também contribui para o alívio externo da manhã.

A abertura dos negócios na Bovespa deve ser pautada por um ajuste do índice à vista em relação ao índice futuro com vencimento em junho. No final do pregão de ontem houve uma distorção entre o Ibovespa à vista e o Ibovespa futuro em função do ajuste à nova carteira do Morgan Stanley Capital International (MSCI), que serve de parâmetro para fundos e investidores. Enquanto o índice à vista encerrou em alta de 1,70%, aos 60.190 pontos, o índice futuro fechou abaixo disso, em 59.730 pontos, com alta contida de apenas 0,47%.

Esse ajustamento ao índice MSCI ontem puxou uma onda de compras e provocou a disparada das ações da BM&FBovespa, valorização de 11,11%. O volume financeiro também cresceu na reta final do pregão para R$ 9,8 bilhões. E a expectativa é de que o giro continue forte hoje por causa do ajuste de final de mês e dos preços atraentes dos papéis. Mas analistas reiteram que ainda não dá para dizer se a Bovespa está definindo uma nova tendência, lembrando que o mercado exagera tanto pelo otimismo como pelo pessimismo.

Se depender das commodities, as ações ligadas de Petrobras e Vale deve ter um bom desempenho hoje. O cobre era negociado em Londres mais cedo em alta de 2% e o chumbo avançava 3,8%, para US$ 1.820 por tonelada, enquanto o níquel registrava ganho de 2,8%. Nesta manhã, o petróleo era negociado acima de US$ 73 por barril, ganho de 2,5%. As mineradores subiram forte na Bolsa de Sydney - BHP ganhou 4,3% e a Rio Tinto, 4,8% - em meio a especulações sobre a possibilidade de o governo voltar atrás da proposta de um imposto de 40% sobre os lucros extraordinárias das mineradoras.

A Petrobras anunciou ontem à noite que pagará na segunda-feira a primeira parcela da distribuição antecipada de juros sobre capital próprio, no valor de R$ 0,20 por ação ON ou PN, com base na posição de 21 de maio de 2010. O bilionário mexicano Carlos Slim, dono da América Móvil, que no Brasil participa do controle da Claro e da Embratel, estuda comprar uma participação na Portugal Telecom para barrar a oferta da Telefónica pela fatia da PT na Vivo Participações, segundo o jornal português Diário Económico. Esse é mais um desdobramento da disputa em torno do controle da Vivo, o que mantém o setor de telefonia no centro das atenções.

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