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27/05/2010 - 08h23 / Atualizada 27/05/2010 - 08h45

Otimismo com crescimento e China animam mercados

Londres - O otimismo com as perspectivas de crescimento econômico global contrabalançam a preocupação com os problemas de dívida da Europa nesta manhã, depois de a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) elevar, ontem, suas projeções para crescimento econômico. Os dados revisados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos poderão contribuir para essas esperanças. Além disso, a China negou que esteja reavaliando suas posições em dívidas em euro, o que ajuda a dar fôlego aos mercados.

A OCDE disse ontem que agora prevê expansão de 2,7% na economia dos países que fazem parte do grupo neste ano, acima do crescimento de 1,9% estimado em novembro do ano passado. "A economia global, incluindo países da OCDE e países que não são da OCDE, deverá crescer 4,6% neste ano e 4,5% no próximo, ambas taxas robustas pelos padrões históricos", observou Adrian Foster, analista do Rabobank.

Hoje analistas do Standard Chartered afirmaram que indicadores sobre a economia futura e dados sobre produção sugerem uma aceleração no crescimento do PIB de alguns países da zona do euro no segundo trimestre deste ano. Os analistas elevaram a previsão para expansão do PIB da região em 2010 para 1,3%, de 1,2%. No entanto, a estimativa para 2011 foi reduzida para avanço de 1,8%, em vez de 2,0%, por causa do aperto na política fiscal.

A negativa da China de que esteja reavaliando suas posições em dívidas em euro também colabora para o tom positivo nos mercados. A Administração Estatal de Câmbio Externo da China (Safe, na sigla em inglês) disse que o relato não tem fundamento e que a Europa tem sido e continuará sendo um dos mercados principais para as reservas cambiais do país.

Enquanto isso, os investidores aguardam a divulgação dos dados sobre o PIB dos EUA no primeiro trimestre deste ano, prevista para as 9h30 (de Brasília). A previsão é de que o crescimento da economia norte-americana seja revisado para 3,4%, de 3,2%, o que, como observa Foster, vai "manter sustentada a visão de recuperação".

O otimismo nos mercados permite que as principais bolsas internacionais apresentem altas expressivas e que o euro ganhe terreno diante do dólar, ao mesmo tempo que as commodities se recuperam. Às 8h15 (de Brasília), o índice FTSE-100 de Londres subia 1,80%, o CAC-40 de Paris avançava 1,92% e o DAX de Frankfurt ganhava 2,26%.

O euro subia para US$ 1,2277, de US$ 1,2193 no fim da tarde de ontem, enquanto o dólar avançava para 90,52 ienes, de 89,92 ienes ontem. De todo modo, alguns operadores alertam que o euro poderá cair em breve novamente, já que a turbulência nos mercados financeiros da zona do euro mantém os investidores ressabiados com a moeda. Entre as commodities, o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho negociado em Nova York subia 2,48%, para US$ 73,28 por barril. Na Comex, o cobre para julho avançava 1,75%, para US$ 3,1345 por libra-peso. As informações são da Dow Jones.

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