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31/05/2010 - 19h07 / Atualizada 31/05/2010 - 19h22

Corpo de travesti é encontrado em cova em AL

Maceió - O corpo do artesão Josenildo Barbosa dos Santos foi encontrado hoje pela manhã enterrado em uma cova rasa na zona rural do município de Marechal Deodoro, a 32 quilômetros de Maceió. Segundo informações da Polícia Civil, ele era travesti e estava desaparecido desde a sexta-feira. Os policiais desconfiam que o artesão foi vítima de um crime homofóbico e o parceiro dele é apontado como o principal suspeito.

O corpo estava sem roupa, enrolado em uma toalha de mesa e apresentava ferimentos de arma branca no pescoço, o que teria provocado sua morte. O assassinato de Nildo foi desvendado um dia após a 10ª Parada do Orgulho Gay, realizada ontem na capital alagoana. Durante o evento, os homossexuais defenderam o fim do preconceito e denunciaram a impunidade que protege os autores de crimes homofóbicos no Estado.

As causas do crime ainda são desconhecidas, mas o principal suspeito é amante da vítima, conhecido por Max. Ele foi a última pessoa a ser vista com Josenildo, de 27 anos, e chegou a ser detido para prestar esclarecimentos, mas foi liberado porque naquele momento o corpo não tinha sido encontrado.

Segundo dados do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), em 2009 foram registrados 29 assassinatos de homossexuais no Estado. Este ano, até maio, o número chegou a oito. "A inércia do poder público contribui para a matança de homossexuais. Mesmo assim, continuaremos lutando para mudar esta realidade", afirmou o presidente do GGAL, Teddy Marques.

Intervenção federal

De acordo com Marques, Alagoas lidera o ranking de violência contra homossexuais. "A única solução agora é acionar o Ministério Público Federal para diminuir este índice, uma vez que falta interesse do poder público estadual em solucionar casos como esse, de violência e morte contra homossexuais', afirmou. "São notícias tristes como essa que nos deixam arrasados, mas vamos à luta cobrar das autoridades a prisão do autor desse crime e o esclarecimento de outros."

"Um dia antes da Parada Gay houve um caso de um travesti que foi espancado da Praça Deodoro. No próprio dia do evento mais um homossexual foi espancado e um dia após o evento encontramos o corpo de mais um. É vergonhoso o desrespeito aos homossexuais no Estado e a impunidade a quem comete crimes contra eles. O que nos resta agora é confiar em uma intervenção federal", concluiu Marques.

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