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31/05/2010 - 18h40 / Atualizada 31/05/2010 - 18h48

Padre é preso pela 5ª vez suspeito de dirigir bêbado

Araçatuba - Condenado pela Justiça por embriaguez ao volante e indiciado em três inquéritos policiais por cometer infrações de trânsito, dirigir embriagado, atropelar dois motociclistas e fugir sem prestar socorro, o padre Aparecido Donizete Bianchi, de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, foi detido mais uma vez. Ontem, ele foi parado por patrulheiros rodoviários no quilômetro 98 da BR-153, em José Bonifácio, quando dirigia em zigue-zague, a ponto de causar um acidente.

Bianchi, que estava sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), apreendida depois de atropelar dois motociclistas em agosto de 2009, se recusou a fazer o exame do bafômetro, mas se submeteu a exame de dosagem alcoólica depois de ser levado ao Plantão Policial, em José Bonifácio.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o padre disse que havia rezado três missas e tomado um cálice de vinho em cada uma delas. O delegado de polícia da cidade, Sebastião José Guzolinho, se negou a prestar informações à imprensa, mas mandou dizer por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP) que vai esperar o resultado do exame de dosagem para decidir se abre inquérito.

Por telefone, Bianchi negou as acusações, afirmou que não cometeu crime algum e que deve ter sido confundido com outro motorista. "Não sei o que aconteceu, mas não é nada comigo, acho que me confundiram", disse o padre. "Não era eu quem estava dirigindo embriagado, eu não assinei nada", completou. O padre reclamou do assédio da imprensa para ouvi-lo depois dos "incidentes". "A mídia só me procura para noticiar coisas ruins. E foi ela quem me expulsou de Rio Preto."

O padre, de 52 anos, perdeu o cargo de pároco da Catedral São José, a matriz de São José do Rio Preto, e foi transferido para a cidade vizinha de Planalto depois que atropelou dois motociclistas, em agosto de 2009, ao invadir uma preferencial no centro da cidade e fugir sem prestar socorro. Ele ainda fazia tratamento contra alcoolismo quando em janeiro deste ano invadiu outra preferencial e bateu num carro de um aposentado.

Na madrugada de 26 de dezembro de 2006, o padre dirigia na contramão do calçadão de São José do Rio Preto quando foi parado por policiais militares. Visivelmente alcoolizado, ele aproveitou o som alto do carro para dançar a música do "É o Tchan" e fazer gestos obscenos para os PMs. Foi levado ao plantão policial e, posteriormente, condenado pela Justiça a dois anos, mas a pena foi transformada em multa.

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