UOL Notícias Notícias
 
04/06/2010 - 10h09 / Atualizada 04/06/2010 - 10h30

Dólar comercial abre em alta de 0,71% a R$ 1,839

São Paulo - O dólar comercial abriu em alta de 0,71% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio, cotado a R$ 1,839. E o dia de hoje, que intercala o feriado de Corpus Christi com o final de semana, tinha tudo para ser tranquilo no mercado doméstico de câmbio, que deveria ficar no aguardo somente do resultado do mercado de trabalho (payroll) nos Estados Unidos, que ficou abaixo do esperado, apesar da alta no número de vagas criadas. Mas a Europa não permite otimismo, pelo menos na abertura.

Apesar do escritório de estatísticas da União Europeia, Eurostat, ter surpreendido com uma revisão positiva do Produto Interno Bruto (PIB) da região no primeiro trimestre, que cresceu 0,2% em base trimestral e 0,6% (alta avanço de 0,5% anteriormente) em base anual, o euro aumenta sua fraqueza e cai para a casa de US$ 1,20 nesta manhã. Isso deve gerar insegurança e volatilidade na cotação do dólar ante o real.

Desta vez, o que está na mira dos investidores são as declarações feitas nos últimos dias, por políticos húngaros, comparando a situação econômica do país à da Grécia. O líder do partido do governo da Hungria, Lajos Kosa, teria afirmado que as condições fiscais do país estão piores do que o imaginado e há apenas uma pequena chance de evitar um cenário como o grego. Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia informou ao país que é necessário cortar o déficit fiscal mais rápido. Segundo declarações dadas hoje pelo secretário de Estados da Hungria, Mihaly Varga, o déficit orçamentário do país pode atingir entre 7% e 7,5% do PIB neste ano. Na tentativa de amenizar os efeitos dessas declarações, o porta-voz do primeiro-ministro da Hungria, Peter Szijjarto, disse que a economia está em "situação grave", mas que o país não seguirá o mesmo caminho da Grécia e que o governo está pronto para evitar isso.

E esse deve ser o assunto do dia, após a divulgação de que os EUA criaram 431 mil vagas de trabalho em maio, ante expectativa de aumento líquido de 515 mil postos. A taxa de desemprego ficou em linha com a previsão de 9,7%. Ontem, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, ressalvou publicamente que os dados do mercado de trabalho devem vir inflados por contratações temporárias e disse também que a taxa de desemprego não deve mostrar variação significativa.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,48
    3,144
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,53
    75.604,34
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host