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04/06/2010 - 18h05 / Atualizada 04/06/2010 - 18h23

Petróleo cai mais de 4% em NY, para US$ 71,51 o barril

Nova York - Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam o dia em queda superior a 4%, influenciados pelos dados, piores que o previsto, do mercado de trabalho nos Estados Unidos e pela fraqueza do euro ante o dólar. As dúvidas quanto à recuperação da economia nos EUA, o maior consumidor de petróleo do mundo, levaram o valor do barril a acumular o maior declínio porcentual, em uma única sessão, em quatro meses. O preço final do barril em Nova York também foi o menor desde 26 de maio.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho caiu 4,15%, para US$ 71,51 o barril. A queda foi a maior em termos porcentuais desde 4 de fevereiro, quando o valor do barril recuou 5%. Na plataforma ICE de Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em julho recuou 4,40%, para US$ 72,09 o barril.

Hoje, a baixa nos preços teve início com as notícias da Europa, que pesaram sobre o euro e alimentaram as preocupações com as dívidas soberanas da região. A moeda europeia caiu a seu nível mais baixo ante o dólar desde março de 2006, depois que o governo da Hungria - país que não faz parte da zona do euro - advertiu sobre problemas de endividamento semelhantes aos da Grécia. Como o petróleo é cotado em dólares, o fortalecimento da moeda norte-americana desencorajou o investimento na matéria-prima por parte dos investidores que detêm a divisa europeia.

Além disso, os mercados foram afetados depois que o Departamento de Trabalho dos EUA informou um aumento líquido de 431 mil postos de trabalho no país em maio, abaixo das previsões dos economistas, que esperavam 515 mil novos empregos. Grande parte do crescimento foi resultado de contratações de temporários para o censo norte-americano de 2010.

Os dados decepcionantes sobre o emprego diminuíram as expectativas de crescimento robusto na demanda de petróleo nos EUA. O mercado já vinha sendo afetado pelo fato de os estoques de petróleo terem atingido o maior nível em 20 anos para o período referente ao fim do mês de maio. "Há uma tonelada de suprimento", afirmou Zachary Oxman, diretor-gerente da TradeMax Futures. Segundo ele, os dados fracos de emprego significam "que o consumidor não tem dinheiro para gastar, e a coisa mais fácil a fazer é cortar viagens desnecessárias". As informações são da Dow Jones.

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