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07/06/2010 - 09h59 / Atualizada 07/06/2010 - 10h19

Dólar comercial abre em alta de 0,22% a R$ 1,862

São Paulo - O dólar comercial abriu em alta de 0,22% as negociações de hoje no mercado interbancário de câmbio. Ao fechamento dos primeiros contratos, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 1,862. O dia de hoje, com agenda mais fraca, deve ter como marca a cautela, enquanto o euro parece consolidar-se abaixo de US$ 1,20 e os investidores aguardam os indicadores da China e dos Estados Unidos, no exterior, e a definição do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil. As atenções maiores, no entanto, devem dirigir-se prioritariamente para as informações sobre a economia europeia, que englobam a produção industrial de países importantes como Alemanha (amanhã), França (quinta-feira) e Reino Unido (sexta-feira) e o PIB de economias que estão na berlinda, como Finlândia, Hungria, República Checa, Grécia, Portugal e Bélgica, na quarta-feira, além de Itália, na quinta-feira.

O fator que colocou o euro na faixa de US$ 1,19 foi a informação de que a economia húngara pode estar na mesma situação de debilidade da Grécia. A notícia saiu de fontes oficiais na última quarta-feira à noite e ganhou corpo no dia seguinte, enquanto era feriado de Corpus Christi no Brasil. Na sexta-feira, o governo do país tentou amenizar os efeitos da novidade e afirmou que a situação é difícil, mas não igual à da Grécia. Porém, o estrago estava feito. No Brasil, o mercado operava com liquidez reduzida na sexta-feira pelo feriado do dia anterior, mas repercutiu o assunto e poucos ajustes devem ter sobrado para hoje. Até porque não houve novidades relevantes e o mercado, agora, espera a Hungria revelar seu plano de ação econômica, amanhã.

E a volatilidade deve continuar permeando o decorrer do pregão. Até porque, na sexta-feira, o fator que poderia amenizar o sabor amargo do noticiário europeu - a situação do mercado de trabalho nos EUA - só piorou mais a situação. O indicador ficou aquém das expectativas dos analistas e trouxe de volta a suspeita de que a maior economia do planeta pode não ter força para ajudar a compensar os problemas do Velho Continente.

Hoje, nos EUA, saem dados de crédito ao consumidor. No Brasil será divulgada a balança comercial da primeira semana de junho. Na pesquisa Focus, que foi divulgada hoje, os primeiros sinais de que o Banco Central começa a domar as expectativas inflacionárias. Depois de um longo período de deterioração e da estabilidade nas estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) detectada na semana passada, hoje há sinais de recuo nas projeções para essa variável.

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