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08/06/2010 - 17h28 / Atualizada 08/06/2010 - 17h48

Bovespa segue Bolsas de Nova York e sobe 1,10%

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuperou hoje parte da queda de 2,8% registrada nas duas sessões anteriores. A Bolsa brasileira ajuda das Bolsas norte-americanas, que subiram embaladas nas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, na noite de ontem, sobre a economia do país. Em alguns momentos, principalmente à tarde, no entanto, titubeou em razão das incertezas na Europa e por causa do desempenho em baixa do setor de tecnologia em Wall Street.

O índice Bovespa terminou o dia com variação positiva de 1,10%, aos 61.855,52 pontos. Na mínima, registrou 61.187 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 62.000 pontos (+1,34%). No mês, acumula perdas de 1,89% e, no ano, de -9,82%. O giro financeiro segue fraco e totalizou R$ 4,937 bilhões. Os dados são preliminares.

Novamente os papéis da Petrobras ajudaram a sustentar o índice, mas hoje não atuaram sozinhos: as ações da Vale até avançaram mais e o setor siderúrgico ainda ajudou. A previsão de que o processo de capitalização da estatal do petróleo vai sair logo do papel trouxe os investidores de volta às compras da ação. Petrobras ON subiu 1,21% e Petrobras PN, 0,47%, em seu terceiro pregão consecutivo de ganhos. O petróleo também fechou em alta no exterior: o contrato para julho negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) registrou elevação de 0,77%, a US$ 71,99.

Vale ON terminou com elevação de 1,06% e Vale PNA, de 1,08%, seguindo o desempenho dos metais. Gerdau PN subiu 1,33%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,75%, Usiminas PNA, 1,93%, e CSN ON fechou em 0,47%.

Nos EUA, as declarações de Bernanke sustentaram os ganhos das bolsas, mas o setor de tecnologia trabalhou contra e conteve os ganhos - além de empurrar o Nasdaq para baixo. Este índice terminou em baixa de 0,15%, aos 2.170,57 pontos. Dow Jones subiu 1,26%, aos 9.939,98 pontos, e S&P, 1,10%, aos 1.062,00 pontos. Alguns analistas avaliaram que a crise na Europa prejudicará a demanda por semicondutores e um deles chegou a prever que este terceiro trimestre será o pior para as vendas de notebooks desde 2001, daí o desempenho do setor.

Na Europa, as bolsas recuaram em reflexo ao alerta da agência de classificação de risco de crédito Fitch sobre a situação fiscal do Reino Unido. A Fitch recomendou ao governo do Reino Unido que promova uma redução adicional de 1% do PIB por ano de seus empréstimos para manter o rating AAA.

De volta ao Brasil, o destaque da agenda hoje foi o resultado do PIB do primeiro trimestre. A economia doméstica avançou 2,7% ante o quarto trimestre de 2009 (acima da mediana projetada pelos analistas de 2,50%) e 9% ante igual intervalo do ano passado (também acima da mediana esperada de 8,55%). O IBGE também reviu para cima os números do PIB do quarto trimestre de 2009, ante o terceiro trimestre de 2009, de 2,0% para 2,3%, e do terceiro trimestre de 2009 ante o segundo trimestre de 2009, de 1,7% para 2,2%.

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