UOL Notícias Notícias
 
09/06/2010 - 10h13 / Atualizada 09/06/2010 - 10h21

Bovespa abre em alta com notícias positivas da China

São Paulo - Notícias positivas vindas da China impulsionam as commodities, o que deve conduzir a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em alta, a um novo avanço no dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Às 10h10, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,95%, aos 62.381 pontos. O clima externo é favorável tanto nos Estados Unidos como na Europa, sem falar da China, onde o índice Xangai Composto subiu forte, 2,8%.

Os indicadores chineses, previstos para serem divulgados na virada de quinta para sexta-feira, foram antecipadas pela agência Reuters. Segundo fontes ouvidas pela agência, as exportações na China cresceram 50% em maio, a taxa anual de inflação subiu 3,1%, ante resultou de 2,8% em abril, e o número de novos empréstimos concedidos cresceu em torno de 5%, acima do esperado no período, para 630 bilhões de yuans. Os dados são interpretados pelos analistas com um sinal de que a crise na Europa não provocou danos à economia chinesa.

Como reflexo dos bons números chineses, os metais básicos engrenam o segundo dia seguido de recuperação, num movimento que analistas do setor estão chamando de rali de correção em meio a uma tendência de baixa dada o quadro de incertezas econômicas. O cobre subia quase 2% e o chumbo 4% mais cedo em Londres.

O petróleo também ostenta alta expressiva, de quase 2%, reagindo também à expectativa de queda nos estoques de petróleo e derivados que saem hoje nos EUA e comentários da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que os produtores devem receber um impulso de demanda neste verão no Hemisfério Norte. Com isso, as ações de Petrobras têm hoje motivos para continuar reduzindo as perdas no ano. A expectativa de definição do processo de capitalização faz com que os investidores continuem acumulando posições em Petrobras, que com a alta de ontem ficou levemente positiva no mês.

O mercado acompanha com atenção hoje a votação no Senado de dois projetos do marco regulatório do pré-sal: o de capitalização da Petrobras por meio da cessão onerosa do direito de exploração de petróleo na área do pré-sal e o que cria o Fundo Social e estabelece o modelo de partilha na exploração do pré-sal. Se os senadores aprovarem a proposta de capitalização do senador Delcídio Amaral (PT-MS) como apresentado, a matéria poderá ir diretamente para a sanção do presidente Lula, resolvendo assim o problema da Petrobras, que corre contra o relógio para tentar lançar a oferta de novas ações antes do início das férias de verão do Hemisfério Norte.

Apesar de a oposição ter reafirmado o compromisso de não obstruir, os senadores prometem um longo debate sobre as propostas e a expectativa é de que a votação seja concluída somente na madrugada de quinta-feira. Nos EUA, os investidores aguardam a divulgação do Livro Bege e a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, em audiência na Câmara.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,48
    3,144
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,53
    75.604,34
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host