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09/06/2010 - 08h31 / Atualizada 09/06/2010 - 08h45

China e Japão ajudam a sustentar bolsas no exterior

Londres - Embora o sentimento geral entre os investidores globais continue enfraquecido pelos problemas na Europa, vários fechamentos em alta registrados ontem em Nova York ajudaram a dar suporte aos mercados no início da sessão de hoje e a aumentar o apetite por risco. O tom positivo foi estimulado também pelo relato de que as exportações da China subiram cerca de 50% em maio e pelo aumento maior do que o previsto nas encomendas de maquinários no Japão em abril.

"O euro, o índice Dow Jones e o petróleo conseguiram fechar em alta ontem e a consolidação desses mercados é certamente um bom sinal", comentou Joel Kruger, estrategista de câmbio da DailyFX. No mercado de ações, muitos participantes estão aproveitando para acumular posições em papéis que foram fortemente prejudicados por perdas recentes.

O Escritório do Gabinete de Governo do Japão informou que o núcleo das encomendas de maquinário - que excluem encomendas de compras de energia elétrica e para embarcações - aumentou 4% em abril, em relação ao mês de março. O resultado superou a mediana das estimativas dos economistas, que era de um crescimento de 1,7%, e marcou o segundo mês consecutivo de elevação.

Com relação à China, o sinal positivo veio do relato da agência Reuters de que a inflação no país acelerou para a taxa anual de 3,1% em maio, de 2,8% em abril, e as exportações cresceram cerca de 50%, para US$ 130 bilhões em maio, após elevação de 30,5% em abril. O governo chinês vai anunciar oficialmente os dados sobre comércio em maio amanhã e os números sobre a inflação na sexta-feira.

No campo corporativo, a companhia britânica de petróleo BP segue no foco, em razão do gigantesco vazamento de petróleo em uma de suas operações no Golfo do México. As ações da companhia caem cerca de 4% em Londres, o que pesa sobre outros papéis do setor de petróleo em diversas bolsas internacionais. Os investidores continuam preocupados com o impacto do vazamento e colocam em dúvida o pagamento de dividendos pela BP.

Agora os participantes dos mercados ficarão à espera dos dados sobre estoques e vendas no atacado nos Estados Unidos, previstos para serem divulgados às 11 horas (de Brasília), e sobre estoques de petróleo, que o Departamento de Energia (DOE) norte-americano deverá publicar às 12h30. Além disso, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, fará dois pronunciamento hoje - um em audiência do Comitê Orçamentário da Câmara dos Representantes dos EUA, a partir de 11 horas, e outro no Federal Reserve de Richmond, às 17 horas.

Os analistas vão observar se a avaliação otimista sobre a recuperação da economia dos EUA feita por Bernanke no início desta semana será repetida em suas falas hoje e no Livro Bege, que deverá ser divulgado, às 15 horas (de Brasília).

Enquanto espera por mais clareza sobre quando as taxas de juros norte-americanas poderão começar a ser elevadas, às 8h25 (de Brasília) o euro subia para US$ 1,1968, de US$ 1,1952 no fim da tarde de ontem. O dólar operava quase estável, a 91,41 ienes, de 91,44 ienes ontem.

No horário citado, o índice FTSE-100 de Londres subia 0,02%, o DAX de Frankfurt avançava 0,34% e o CAC-40 de Paris ganhava 0,37%. Entre as commodities, o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho negociado em Nova York tinha alta de 1,21%, para US$ 72,86 por barril, enquanto o cobre para julho tinha ganho de 1,87% na Comex, para US$ 2,8315 por libra-peso. As informações são da Dow Jones.

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