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10/06/2010 - 10h37 / Atualizada 10/06/2010 - 10h41

Bolsas de NY abre em alta com dados da China

Nova York - Os números robustos vindos da economia chinesa, com exportações crescendo perto de 50% e mercado imobiliário aquecido, ajudam a alimentar o otimismo dos investidores hoje e isso permitiu uma abertura em alta das Bolsas de Nova York. Dados positivos no Japão também ajudam a manter o clima mais tranquilo hoje. Além disso, no pré-mercado, os ADRs da British Petroleum disparavam, após o tombo de ontem, diante das afirmações da companhia de que continua forte e que não sabe o que causou o movimento intenso de queda dos papéis na véspera. Às 10h35 (de Brasília), o Dow Jones subia 1,74%, o Nasdaq ganhava 1,65% e o S&P 500 avançava 1,84%.

As bolsas fecharam em baixa ontem, pressionadas por ações do setor de petróleo e financeiro. O Dow Jones caiu 0,41%, a 9.899,25 pontos. O Nasdaq teve queda de 0,54%, a 2.158,85 pontos, enquanto o S&P-500 recuou 0,59%, a 1.055,69 pontos. Os ADRs da British Petroleum (BP) perderam 15,80% ontem, levando junto outros papéis do setor: Anadarko Petroleum perdeu 18,62%, Transocean recuou 8% e ExxonMobil cedeu 1,98%. Essas ações hoje se recuperam no pré-mercado, na esteira da BP, que chegou a subir 12% antes da abertura do pregão. Os papéis da Halliburton subiam 2,22%; Transocean ganhava 2,96%, Anadarko tinha alta de 6,63% e ExxonMobil avançava 1,35%.

A BP afirma que não sabe explicar a causa do tombo de suas ações ontem em NY e Londres e disse que a empresa está enfrentando a crise como "uma companhia forte". A BP também admitiu que os custos com o acidente já subiram para US$ 1,43 bilhão. A gigante de petróleo falhou até agora em estancar o vazamento no Golfo do México e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou a dizer que se o diretor executivo Tony Hayward trabalhasse para ele, já teria sido demitido.

O Japão cresceu à taxa anualizada de 5% no primeiro trimestre, ante o mesmo período de 2009. Na China, o aumento de 48,5% nas exportações em maio em relação a maio de 2009 mostra que a demanda mundial continua firme, o que serve de alento para os mercados e as perspectivas de retomada global. Por outro lado, isso pode elevar as pressões pela valorização do yuan. Já o aumento de 12,4% nos preços dos imóveis em maio ante maio de 2009 foi menor do que a alta de 12,8% em abril, mas ainda assim marca o 12º mês consecutivo de elevação dos preços no setor, o que faz crescer o receio de mais medidas de aperto na economia.

Nos EUA, ao contrário da China, o déficit comercial dos EUA aumentou para US$ 40,29 bilhões em abril, abaixo do esperado, com queda de 0,7% nas exportações. O déficit comercial dos EUA com a China cresceu para US$ 19,31 bilhões em abril, de US$ 16,90 bilhões em março. Outro dado divulgado hoje foi o de que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 3 mil, para 456 mil, após ajustes sazonais, na semana até 5 de junho, dentro do estimado por analistas.

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