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10/06/2010 - 10h12 / Atualizada 10/06/2010 - 10h17

Bovespa abre em alta com otimismo externo e Petrobras

São Paulo - Os sinais de aquecimento econômico na Ásia devolvem o fôlego perdido ontem no final do dia pelos mercados acionários e garantiram uma abertura positiva para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Às 10h10, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 1,39%, aos 62.336 pontos. A aprovação do projeto de capitalização da Petrobras no Senado esta madrugada, que abre caminho para a oferta pública de ações da estatal antes das férias de verão no Hemisfério Norte, é mais um fator positivo para a Bovespa.

A expectativa é de valorização das ações de Petrobras hoje, mas sem grandes comemorações. Os papéis da estatal já vinha antecipando nos últimos dias essa aprovação e ainda há muitas etapas e incertezas a serem vencidas até a conclusão do processo de capitalização. De qualquer maneira, com essa decisão no Senado deve ganhar mais impulso o movimento de desmonte de posições em outros papéis ligados às commodities para compra de ações da Petrobras, segundo economista da Legan Asset Management, Fausto Gouveia. "E, conforme for se aproximando o dia da oferta, o spread entre Petrobras e os demais papéis atrelados às commodities deve diminuir", afirma.

O projeto que autoriza o governo a ceder onerosamente até 5 bilhões de barris de petróleo para a Petrobras foi aprovado às 3h15 da manhã por 44 votos a favor, seis contra e cinco abstenções. Todas as emendas apresentadas ao relatório do senador Delcídio Amaral (PT-MS) foram rejeitadas, garantindo a aprovação do mesmo texto votado pela Câmara dos Deputados em março, como desejava o Palácio do Planalto. Agora, a matéria segue diretamente para sanção do presidente Lula. A Petrobras espera captar no mercado US$ 25 bilhões com a capitalização da empresa.

Mantida essa melhora de humor no exterior, a Bovespa deve sustentar a alta. Hoje, o petróleo continua subindo e era cotado nesta manhã acima de US$ 75 por barril. A maior parte dos metais básicos é negociada em alta, ajudada pela recuperação do euro ante o dólar e pelo noticiário vindo da China, que confirmou a alta de 48,5% das exportações em maio, num sinal de que a crise na Europa ainda não limitou a compra de produtos chineses.

A revisão para cima do PIB do Japão no primeiro trimestre deste ano, a uma taxa anualizada de 5%, a queda da taxa de desemprego na Austrália para 5,2%, e a indicação de atividade forte na Nova Zelândia, após a primeira elevação dos juros básicos em três anos, também foram bem recebidos.

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