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10/06/2010 - 10h25 / Atualizada 10/06/2010 - 10h41

Igreja desautoriza reitor da PUC sobre compra de imóvel

São Paulo - A Arquidiocese de São Paulo informou ontem que a Fundação São Paulo, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), não tem interesse em comprar o imóvel que abrigou o Hospital Umberto Primo - antigo Hospital Matarazzo - e que o reitor da instituição, professor Dirceu de Mello, não tem autonomia para fazer nenhum negócio, nem mesmo assinar um contrato de locação, sem sua autorização.

Qualquer decisão a ser tomada pelo reitor dependeria da assinatura de dois secretários executivos e procuradores da Fundação São Paulo - os padres João Julio Farias Junior e José Rodolfo Perazzolo. Além disso, o contrato teria de ser aprovado pelo Conselho Superior da Fundação São Paulo, integrado pelo seu presidente, o cardeal arcebispo d. Odilo Pedro Scherer, e por seus bispos auxiliares, depois de ouvidos os Conselhos Administrativo, Universitário e Fiscal da PUC-SP.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Arquidiocese, nem o cardeal nem os secretários executivos da Fundação sabiam que o reitor estava em negociações para eventual ocupação do terreno do Hospital Umberto Primo até 2 de junho, quando o jornal O Estado de S. Paulo publicou a notícia. Os contatos com a Previ, continuados depois por um grupo envolvido na suposta compra do imóvel, começaram em abril de 2009, conforme informou o reitor. Em entrevista na segunda-feira, Mello revelou que um grupo, cujo nome não forneceu, havia comprado o imóvel e proposto à Universidade a cessão, por venda ou aluguel, de parte da área.

Desmentido - A Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) nega que o terreno tenha sido vendido a um grupo de investidores, desmentindo assim informações do reitor. Em 2 de junho, a Arquidiocese informou em nota que o imóvel havia sido vendido (pela Previ) a uma "entidade até agora sem vinculação com a Fundação São Paulo" e o reitor da PUC desenvolvera "com a entidade que adquiriu o imóvel tratativas para integrar a Universidade, em atividades a serem implementadas no local, com vistas à expansão de seus cursos, em projetos que vão ao encontro do que a comunidade local vê como útil à preservação do significado social do imóvel". Ontem, Mello não quis comentar o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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