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10/06/2010 - 16h39 / Atualizada 10/06/2010 - 16h45

No pós-Copom, juros futuros sobem pelo 3º dia seguido

São Paulo - Os principais vencimentos de contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI), que projetam os juros futuros, cravaram a terceira sessão seguida de alta na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) hoje. A reação ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, cuja decisão de elevar a taxa Selic em 0,75 ponto porcentual para 10,25% ao ano já era amplamente esperada, foi morna, mas os DIs de vencimentos curtos, de toda a forma, tiveram avanço firme diante dos sinais de que a economia doméstica, mesmo que não sustente a exuberância mostrada no primeiro trimestre, deve seguir em ritmo consistente. A empolgação vista no ambiente externo, a partir de indicadores robustos de atividade na China, também embalou o aumento das taxas, sobretudo as de médio e longo prazos.

Ao término da negociação normal da BM&F, a projeção de taxa do DI com vencimento em julho de 2010 (248.330 contratos negociados hoje) subia de 10,07% para 10,135% ao ano; o DI de outubro de 2010 (166.315 contratos negociados) avançava de 10,68% para 10,73% ao ano; o DI com vencimento em janeiro de 2011 (261.810 contratos negociados) projetava 11,10% ao ano, de 11,03% no ajustes anterior; o DI de janeiro de 2012 (271.750 contratos negociados) subia a 12,02% ao ano, de 11,93% ontem; e o DI com vencimento em janeiro de 2014 (12.005 contratos negociados) apontava taxa de 12,23%, de 12,12% ontem. Todas as projeções destes DIs estavam nas máximas do dia.

Mesmo tendo sido antecipada ontem, a informação de que as exportações chinesas aumentaram quase 50% em maio continuaram a estimular o apetite ao risco nesta quinta-feira. Os números oficiais mostraram expansão de 48,5% nas vendas externas em maio em relação a maio do ano passado, para US$ 131,76 bilhões, depois de terem registrado em abril alta de 30,5%. O crescimento das importações foi de 48,3% ante o total de maio de 2009, para US$ 112,23 bilhões. O superávit chegou a US$ 19,53 bilhões, bem acima do US$ 1,68 bilhão de abril e da mediana das estimativas de um saldo de US$ 8,8 bilhões. Outro sinal de que a demanda chinesa está a todo o vapor foi o aumento dos preços dos imóveis em 70 cidades, de 12,4% em maio, na comparação com um ano antes, próximo ao recorde de 12,8% em abril.

O mercado também se apegou nas previsões um pouco mais otimistas para a economia da zona do euro feitas pelo presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet. Ele disse que os analistas do banco e de outros 16 bancos centrais dos países que usam a moeda agora esperam que o PIB da região cresça entre 0,7% e 1,3% este ano, o que gera uma previsão central de 1,0%. Esse número é um pouco maior do que a previsão anterior, cuja estimativa central de crescimento era de 0,8%. Em decisão de política monetária, o BCE manteve em 1% ao ano a taxa de juros, como previsto.

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