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10/06/2010 - 18h00 / Atualizada 10/06/2010 - 18h49

Petróleo sobe 1,48% no dia e fecha a US$ 75,48

Nova York - Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam no nível mais alto em quatro semanas, acima de US$ 75 o barril. O mercado acompanhou os ganhos das ações. Operadores disseram que o fortalecimento do euro em relação ao dólar e uma leve revisão em alta na previsão da demanda mundial por petróleo para este ano, elaborada pela Agência Internacional de Energia (AIE), também estimularam o interesse de compra. A alta desta quinta-feira é a terceira consecutiva, o que não acontecia desde o fim de abril.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos de petróleo leve com vencimento em julho fecharam a US$ 75,48 por barril, em alta de US$ 1,10 (1,48%); a mínima foi em US$ 73,72 e a máxima em US$ 76,30. O nível de fechamento é o mais elevado desde 12 de maio. Operadores apontaram que o petróleo não conseguiu fechar acima da máxima do dia de US$ 75,72, atingida no dia 28 de maio, o que sinalizaria uma tendência para os US$ 78 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para julho fecharam a US$ 75,29 por barril, em alta de US$ 1,02 (1,37%), com mínima em US$ 73,68 e máxima em US$ 75,88.

"Existe um risco real de o petróleo ficar um bom tempo acima dos US$ 70 de novo", disse Tom Bentz, da BNP Paribas Commodities. Ele prevê que o petróleo deverá oscilar entre US$ 68 e US$ 78 por barril no curto prazo. "Eu não tenho certeza se os problemas europeus já acabaram", acrescentou.

Em seu relatório, a AIE elevou sua previsão de demanda para 2010 para 1,7 milhão de barris por dia, com crescimento de 1,7%; isso representa uma elevação de apenas 60 mil barris por dia em relação à previsão anterior. A agência, que aconselha a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ressalvou que os estoques de petróleo dos países membros estão crescendo. Os estoques da OCDE no fim de abril atendiam a uma demanda equivalente a 60,5 dias de consumo, mais de um dia acima do índice de março.

Previsões divulgadas no começo desta semana pelo Departamento de Energia dos EUA e pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) fizeram pequenas reduções ou mantiveram suas estimativas mais modestas de crescimento da demanda de petróleo para este ano. As informações são da Dow Jones.

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