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11/06/2010 - 10h12 / Atualizada 11/06/2010 - 10h36

Bovespa abre em baixa com dado ruim nos EUA

São Paulo - Os dados positivos divulgados pela China foram ofuscados pelo resultado muito pior do que o esperado das vendas no varejo nos Estados Unidos, que caíram 1,2% em maio, contrariando a estimativa de crescimento de 0,2%. Essa queda inesperada nas vendas derrubou os índices futuros de ações norte-americanos e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa. Às 10h10, o índice Bovespa (Ibovespa) caía 0,71%, aos 62.599 pontos.

"Foi horrível", disse um operador, referindo-se ao dado de vendas no varejo, que registrou em maio a primeira queda desde setembro de 2009. Excluindo o segmento de automóveis, todas as outras vendas no varejo diminuíram 1,1% em maio, ante alta de 0,6% em abril. Agora, o mercado espera que o índice preliminar de confiança do consumidor de Michigan, que sai às 10h55, fique pelo menos dentro das expectativa. A realização de lucros na Bovespa, que com a alta de 2,55% ontem zerou as perdas no mês de junho, também é favorecida pela queda do petróleo. Após três pregões consecutivos de valorização, o petróleo em Nova York era negociado em baixa de 2%, na faixa de US$ 74 por barril.

Assim, não há clima para compras de papéis ligados ao setor de commodities na Bovespa. Petrobras, que ontem teve alta de pouco mais de 1%, deve ceder às pressões externas, enquanto os investidores aguardam as próximas etapas do processo de capitalização. Segundo fontes próximas ao processo, a capitalização deverá ser concluída até o último dia de julho e deverá ficar na faixa entre US$ 50 bilhões e US$ 80 bilhões. A estratégia é evitar que a operação seja contaminada pelo processo eleitoral no segundo semestre e também evitar as férias no Hemisfério Norte em agosto. Para que o prazo final de julho estipulado pela Petrobras seja cumprido, no entanto, há um cronograma apertado.

Na China, o índice de preços ao consumidor superou a meta anual de 3% para este ano, fechando maio em 3,1%, ante 2,8% em abril. Embora os preços na China estejam acelerando, analistas não parecem temer um aperto monetário mais forte. A avaliação é de que os preços das commodities devem ceder no segundo semestre por conta de uma esperada demanda menor na Europa, aliviando as pressões inflacionárias. Os indicadores de atividade já dão sinais de desaceleração do ritmo de crescimento. A produção industrial aumentou 16,5% em maio, abaixo da expansão de 17,8% verificada em abril e da expectativa dos economistas, de 17%. As vendas no varejo cresceram 18,7%. Os investimento em ativos fixos nas áreas urbanas cresceu 25,9% no acumulado do ano até maio, menos que a taxa de 26,1% do período de janeiro a abril.

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