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14/06/2010 - 10h51 / Atualizada 14/06/2010 - 11h01

Bolsas de Nova York abrem o dia em alta

Nova York - As Bolsas de Nova York abriram o dia em alta, impulsionadas pela esperança em relação ao crescimento da economia mundial. Mesmo assim, as preocupações com a crise da dívida na Europa, com a economia chinesa e com o vazamento de petróleo no Golfo do México permanecem. Hoje, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de St.Louis, James Bullard, disse que os problemas com as dívidas na Europa e as perspectivas de desaceleração na Ásia não devem atrapalhar a retomada da economia global. Às 10h48 (horário de Brasília), o índice Dow Jones avançava 0,62%, o Nasdaq subia 0,98% e o S&P 500 registrava alta de 0,63%.

"Enquanto a crise da dívida soberana na Europa segue como um problema mais sério, a retomada global no momento parece muito forte e não deve sair desse caminho", afirmou Bullard. Segundo ele, a inflação nos EUA está contida, mas poderia se tornar um risco no médio prazo, por causa do imenso déficit do governo norte-americano e da política monetária frouxa.

Nas bolsas internacionais, o sentimento também é de mais otimismo, tanto na Ásia quanto na Europa. Os países da zona do euro continuam avançando no caminho da austeridade fiscal. No sábado, a França anunciou um plano de corte nos gastos públicos de 45 bilhões de euros (US$ 55 bilhões) nos próximos três anos. Outros países que já deram esse passo foram Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha, Portugal e Grécia. Segundo o Bank of International Settlements (BIS), os bancos franceses e alemães são os que mantém maior exposição às economias mais arriscadas da Europa, com cerca de US$ 958 bilhões em dívidas de Espanha, Portugal, Grécia e Irlanda.

A agenda dos Estados Unidos está vazia hoje, mas traz ao longo da semana dados sobre obras residenciais iniciadas, índices de inflação ao consumidor e ao produtor e números sobre atividade industrial. Além das preocupações em relação ao ritmo de recuperação da economia dos EUA, o que tem realmente tirado o sono do presidente Barack Obama é a British Petroleum (BP).

O presidente Obama deve iniciar hoje uma viagem de dois dias pelos Estados afetados pelo vazamento. Amanhã, ao retornar, deve usar o salão oval da Casa Branca para falar à noite, em rede nacional, sobre o plano para forçar legalmente a BP a criar um fundo para reembolsar todas as perdas individuais e em negócios geradas pelo vazamento no Golfo do México, tirando algumas decisões das mãos da companhia britânica. Na quarta-feira, o presidente deve se encontrar com executivos da BP.

A companhia apresentou ontem à Guarda Costeira dos EUA um novo para capturar, até meados de julho, entre 40 mil e 50 mil barris por dia do petróleo que está vazando no Golfo do México. A BP disse durante o fim de semana que está coletando ao redor de 15 mil barris por dia. Oficiais do governo elevaram as estimativas do vazamento para até 40 mil barris por dia. Segundo a companhia, os custos com a limpeza da região afetada chegam a US$ 1,6 bilhões.

Entre ações para se observar hoje estão as da AT&T, que enviou carta aos usuários do iPad culpando hackers pela exposição de seus e-mails. Na semana passada, o FBI abriu uma investigação sobre a falha de segurança no site da AT&T que expôs os endereços de e-mail de mais de 100 mil proprietários de iPads.

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