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14/06/2010 - 17h04 / Atualizada 14/06/2010 - 17h48

Dólar fecha em baixa de 0,44%, negociado a R$ 1,808

São Paulo - A surpresa com a produção industrial recorde na zona do euro em abril garantiu a volta do euro ao patamar de US$ 1,22 e a valorização de moedas ligadas a matérias-primas (commodities), como é o real, mas o rebaixamento do rating da Grécia em quatro notas pela agência de classificação de risco Moody's reduziu o entusiasmo, ainda que a notícia - já em parte precificada - não tenha tido força para reverter a tendência do dia. O dólar comercial fechou em baixa de 0,44%, negociado a R$ 1,808 no mercado interbancário de câmbio, em uma sessão em que a divisa já abriu em queda de 1,21%, mas foi reduzindo a baixa ao longo do dia. A taxa máxima do dia foi de R$ 1,8110 e a mínima, de R$ 1,794. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista caiu 0,51% e fechou o pregão a R$ 1,8067.

O dólar encontra um ponto de resistência a R$ 1,80 e, mesmo reduzindo a queda, "não tem força para subir muito mais", avalia José Carlos Amado, operador de câmbio da Renascença Corretora. Para ele, a moeda "deve ficar rondando o R$ 1,80", acredita. "O dia está muito fraco de liquidez", ressaltou Felipe Brandão, operador para mercados emergentes da Icap Brasil. Por isso, em um dia de poucas notícias, ainda que o rebaixamento fosse esperado, acabou por influenciar o mercado, ainda que com um impacto "modesto".

A produção industrial da zona do euro cresceu 0,8% em abril ante março e avançou 9,5% na comparação com abril do ano passado - o ganho anual mais forte desde o início da série, em janeiro de 1990. A força dos dados surpreendeu os economistas, que esperavam aumento mensal de 0,5% e anual de 8,7%, segundo pesquisa da Dow Jones.

Internamente, a balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 166 milhões na segunda semana de junho. Com o resultado da semana, o superávit acumulado neste mês até ontem caiu para US$ 979 milhões. No ano, a balança acumula um superávit de US$ 6,588 bilhões, saldo 41,4% menor que o verificado em igual período do ano passado, quando foi de US$ 11,248 bilhões.

O Banco Central interveio no mercado à vista com leilão de compra de dólar por volta das 15 horas, no qual fixou a taxa de corte em R$ 1,81. Por decisão da autoridade monetária, amanhã, estreia do Brasil na Copa do Mundo, e em todos os dias com jogo da seleção brasileira, o mercado de câmbio terá horários diferenciados. Nos dias em que o Brasil jogar às 15h30, as transações do mercado interbancário eletrônico poderão ser registradas até as 13h30, com confirmação até 14 horas. Não haverá negócios após a partida.

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