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15/06/2010 - 14h52 / Atualizada 15/06/2010 - 15h28

Bolsas europeias fecham em alta em dia de otimismo

Londres - A maior parte das Bolsas europeias fechou em alta pela quinta sessão seguida, em um dia em que os investidores pareciam mais otimistas. A demanda por títulos da dívida de países da zona do euro e a alta da moeda comum europeia ante o dólar ajudaram a ofuscar o impacto do rebaixamento da classificação de risco da Grécia pela Moody's, observou Nick Serff, da City Index.

O índice pan-europeu Stoxx 600 reverteu perdas iniciais para encerrar a sessão em alta de 0,69%, aos 254,28 pontos. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em alta de 0,30%, a 5.217,82 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 0,98%, para 3.661,51 pontos. O índice Dax, da Bolsa de Frankfurt, teve alta de 0,82%, aos 6.175,05 pontos. A Bolsa de Madri encerrou a sessão em alta de 1,65%, aos 9.742 pontos.

Hoje, o interesse da News Corp. pelo controle da British Sky Broadcasting agitou o mercado. Os papéis da BSkyB encerraram a sessão em alta de 16,57%, depois de a News Corp., que já detém 39,1% da companhia, ter manifestado interesse em pagar de 7,8 bilhões de libras pelo controle da empresa. A News Corp. revelou hoje ter apresentado em 10 de junho uma proposta segundo a qual se dispunha a pagar 675 pences por ação da BSkyB, mas decidiu elevar a oferta a 700 pences por ação, depois de negociar com a diretoria da empresa.

A BSkyB, por sua vez, informou que diretores independentes consideraram que a oferta "subestima significativamente" o valor da companhia e disseram-se preparados para aprovar uma oferta superior a 800 pences por ação, ou 8,9 bilhões de libras. A oferta movimentou o setor de mídia. As ações da britânica ITV subiram 3,53%. Os papéis da Sky Deutscheland, da qual a News Corp também é sócia minoritária, saltaram 18,20%. Já as ações da Virgin Media, concorrente da BSkyB, cederam 3,68%.

No setor financeiro, as ações do banco suíço UBS se valorizaram 1,97%. Parlamentares suíços aprovaram hoje um acordo que permite a entrega, a autoridades norte-americanas, de milhares de nomes de clientes do UBS e de pessoas suspeitas de sonegação de impostos. O UBS havia concordado em fornecer a informação no ano passado.

O setor de gás e petróleo voltou a ter o pior desempenho, com o foco ainda voltado para os esforços da British Petroleum (BP) para deter o derramamento de óleo no Golfo do México, iniciado em abril. As ações da BP caíram 3,78%, após a agência de classificação de risco de crédito Fitch ter rebaixado o rating da petrolífera britânica de AA para BBB, com perspectiva negativa.

No Reino Unido, dados de inflação divulgados hoje mostraram que os preços ao consumidor britânico apresentaram uma desaceleração em termos anuais maior que a esperada em maio - de 3,7% em abril para 3,4% no mês passado -, mas ainda assim acima da meta de 2% estabelecida pelo Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês). As informações são da Dow Jones.

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