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15/06/2010 - 13h16 / Atualizada 15/06/2010 - 14h31

Petróleo sobe 1,78% em NY, para US$ 76,46 o barril

Nova York - Os contratos futuros de petróleo atingiram hoje o preço mais alto em mais de um mês, com o otimismo sobre a recuperação econômica e o fortalecimento do euro e dos mercados de ações. Às 12h50 (horário de Brasília), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho subia 1,78%, para US$ 76,46 o barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Na plataforma eletrônica ICE de Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent estava em alta de 1,02%, aos US$ 76,43 o barril.

"Parece que existe um otimismo renovado no mercado agora, o que pode elevar os preços um pouco mais", disse Tom Bentz, corretor e analista do BNP Paribas, em Nova York. "Na maior parte, os dados têm sido um pouco positivos. Os mercados estão se recuperando, o dólar têm caído há quase uma semana."

Um dólar mais fraco tende a elevar o preço do petróleo nos Estados Unidos, já que torna os investimentos nos contratos denominados em dólar mais baratos. Durante a manhã de hoje, o euro operou em alta em relação ao dólar, acima de US$ 1,23. Os receios sobre a dívida soberana da Europa e uma recuperação lenta nos EUA parecem ter dado lugar a uma confiança de que a demanda global por petróleo ainda continuará a subir. Os dois maiores consumidores de petróleo do mundo, os EUA e a China, continuam a apresentar altas na demanda, ajudando a manter os contratos futuros em alta, mesmo que a economia da Europa esteja em perigo de desaceleração.

"Parte do medo que levou os mercados para baixo (em maio) parece ter diminuído um pouco", disse Gene McGillian, analista da Tradition Energy, em Stamford (Connecticut). "Estamos começando a ver alguns dos compradores retornarem". A alta nos preços do petróleo só foi interrompida brevemente esta semana pelo rebaixamento da classificação de risco da Grécia pela Moody's, ontem. Mas o declínio foi pequeno se comparado com o que ocorreu quando a Standard & Poor's rebaixou o rating do país em abril.

Embora o rebaixamento da Grécia tenha feito os preços das ações europeias caírem brevemente, os mercados de ações operam em alta em todo o mundo. Receios de um calote da Grécia, da Espanha e de outros países com altos níveis de dívida levaram o euro para uma mínima de quatro anos em relação ao dólar nas últimas semanas. Mas um enorme pacote de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como sinais de um firme crescimento econômico em outras partes do mundo, ajudaram a estabilizar os preços. As informações são da Dow Jones.

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