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16/06/2010 - 19h08 / Atualizada 16/06/2010 - 19h15

Bolsas de NY fecham praticamente estáveis

Nova York - Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam praticamente estáveis e sem direção comum, após a divulgação de indicadores divergentes sobre a economia dos EUA e de um noticiário corporativo igualmente dividido, que apresentou aos investidores um acordo da BP com o governo norte-americano sobre as indenizações às vítimas do vazamento no Golfo do México - reduzindo a incerteza do mercado em relação a este tema - e previsões de lucro decepcionantes da FedEx a respeito do lucro de seu próximo ano fiscal.

O Dow Jones subiu 4,69 pontos, ou 0,05%, para 10.409,46 pontos, puxado para o território positivo pelo avanço de componentes como American Express (+1,80%), Caterpillar (+1,47%) e 3M (+1,39%). O ganho do índice foi limitado por declínios como o da Alcoa (-1,72%) e o do Walmart, que caiu 1,28% após a J.Sainsbury, uma das concorrentes de uma unidade da companhia no Reino Unido, apresentar uma diminuição no ritmo de crescimento das vendas do primeiro trimestre e alertar que espera pouco ou nenhum crescimento no curto prazo para a indústria de supermercados.

O Nasdaq ganhou 0,05 ponto, praticamente estável em termos porcentuais, para 2.305,93 pontos. O S&P 500 caiu 0,62 ponto, ou 0,06%, para 1.114,61 pontos, pressionado por componentes ligados ao segmento de consumo após dados do Departamento do Comércio dos EUA mostrarem que o número de obras residenciais iniciadas no país caiu 10% em maio na comparação com abril. Também pesou sobre o sentimento do mercado hoje um rumor de que a Espanha estaria prestes a receber um pacote de auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Entre os sinais positivos sobre a economia, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou que a produção industrial subiu 1,2% em maio, pelo terceiro mês consecutivo, superando levemente a previsão dos economistas, de elevação de 1%.

"O mercado parece estar preso em um intervalo", disse Brian Gendreau, estrategista de mercado da consultoria de investimentos Financial Network. "A preocupação é de que os problemas da Europa levem a um crescimento econômico fraco na região e que isso traga fraqueza também para os EUA. Enquanto isso, temos o euro caindo e a questão é se isso tornará as empresas norte-americanas menos competitivas."

Fora dos índices, os ADRs da BP subiram 1,43% após a companhia anunciar que não distribuirá dividendos neste ano e confirmar que pretende alocar US$ 20 bilhões em um fundo de indenizações às pessoas afetadas pelo vazamento de óleo no Golfo do México. O anúncio ajudou a trazer um pouco mais de clareza ao mercado, que questionava qual seria a conta que a empresa teria de pagar pelo desastre e também se haveria dividendos ou não. As informações são da Dow Jones.

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