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16/06/2010 - 17h39 / Atualizada 16/06/2010 - 17h57

Bovespa fecha em alta de 0,48% ajudada por Petrobras

São Paulo - Depois de um início bastante volátil, o índice Bovespa firmou-se em alta e assim se manteve até o final do pregão na Bolsa de Valores de São Paulo. Além da recuperação das Bolsas norte-americanas, depois de um início incerto, o principal índice à vista da Bolsa brasileira avançou em razão do vencimento de opções sobre Ibovespa e contratos de Ibovespa futuro. Os papéis da Petrobras foram destaque na sessão e ajudaram a sustentar os ganhos. Vale pesou.

O Ibovespa subiu 0,48%, aos 64.750,71 pontos. Na mínima da sessão, registrou 63.974 pontos (-0,73%) e, na máxima, os 65.097 pontos (+1,02%). No mês, a Bolsa acumula ganhos de 2,70% e, no ano, queda de 5,59%. O giro financeiro totalizou R$ 9,727 bilhões. Os dados são preliminares.

A agenda de indicadores estava carregada nesta quarta-feira, com dados na Europa, EUA e Brasil, e o noticiário, recheado. Os investidores puderam escolher que sinal seguir, já que existiam justificativas tanto para puxar compras como para ampliar as vendas de ações. No geral, o clima positivo predominou.

Na Europa, as bolsas avançaram apesar da notícia, depois desmentida, de que o FMI, a União Europeia (UE) e o Tesouro norte-americano estariam preparando uma linha de liquidez de 250 bilhões de euros (US$ 306,9 bilhões) para a Espanha. Ajudaram a queda acima do esperado do número de pessoas no Reino Unido que pediram auxílio-desemprego em maio, e o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro mais forte dos últimos 18 meses em maio. Além disso, o governo francês anunciou que pretende elevar para 62 anos a idade mínima para aposentadoria e elevar a arrecadação com impostos.

Nos EUA, desagradaram os dados sobre o mercado imobiliário: houve uma queda inesperada, de 5,9% em maio, das permissões para novas obras (previsão de +3,3%) e um recuo de 10% do número de obras residenciais iniciadas no país em maio (previsão de -5,2%). A favor, os números sobre inflação e produção industrial vieram um pouco melhores.

O Dow Jones terminou a sessão com ligeira alta, de 0,05%, aos 10.409,46 pontos. O S&P recuou 0,06%, aos 1.114,61 pontos, e o Nasdaq terminou estável, aos 2.305,93 pontos.

No Brasil, a alta do Ibovespa foi sustentada principalmente pelo comportamento das ações da Petrobras, que exibiram valorização superior a 2%. Os papéis ON subiram 2,07% e os PN, 2,24%, também sob a influência da alta do petróleo no exterior. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho subiu 0,95%, a US$ 77,67 o barril, puxado pelos dados que sinalizaram um aumento na demanda por gasolina nos EUA. O desempenho do Ibovespa, no entanto, foi freado pelo comportamento das ações da mineradora Vale. Vale ON caiu 1,25% e Vale PNA, -0,95%.

O destaque do pregão doméstico hoje foi Brasil Telecom (BrT). Tele Norte Leste PNA (Telemar - grupo Oi) liderou as baixas do índice, com -6,47%, Telemar PN (-4,56%) e BrT PN (-3,52%). Os papéis reagiram à notícia de que os acionistas minoritários da Brasil Telecom rejeitaram a nova relação de troca de suas ações por papéis da Telemar Norte Leste (TMAR, do Grupo Oi).

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