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16/06/2010 - 08h24 / Atualizada 16/06/2010 - 09h04

Espanha pesa e limita alta das bolsas no exterior

Londres - Os mercados internacionais tentam dar continuidade ao rali visto ontem, ajudados pelo aumento do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro, que foi o mais forte nos últimos 18 meses. No entanto, os ganhos nas bolsas europeias são modestos e o euro é negociado em baixa, o que sugere que o nervosismo segue presente entre os investidores. Embora o CPI da zona do euro tenha subido em abril, analistas alertaram que a inflação subjacente permanece reduzida. Martin Van Vliet, economista do ING Bank, afirmou que, com essa perspectiva de uma inflação controlada, o Banco Central Europeu (BCE) deverá manter a taxa básica de juros no atual nível baixo até 2011. Os contínuos rumores de que a Espanha poderá receber uma ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) também seguem agitando os mercados.

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, vai visitar a Espanha na sexta-feira e, segundo relatos da imprensa, a União Europeia e o Tesouro dos EUA, além do FMI, estão conversando sobre uma linha de crédito de 250 bilhões de euros para o governo espanhol. Tanto a Espanha quanto o FMI negaram a informação, mas o estrago já havia sido feito, ao menos no que diz respeito ao euro, que cai ante do dólar. Mas essa não foi a única razão para a queda da moeda europeia vista hoje. Muitos analistas já vinham alertando que o avanço do euro nos últimos dias parecia insustentável. "O aumento do apetite por risco parece em desacordo com o fluxo de notícias", afirmou Greg Gibbs, analista do Royal Bank of Scotland.

No Reino Unido, a libra ganhou certo suporte dos dados sobre o mercado de trabalho britânico. A taxa de desemprego subiu nos três meses encerrados em abril, mas a quantidade de cidadãos que pediram auxílio-desemprego em maio caiu para o menor nível desde abril de 2009. No mercado de ações britânico, o setor financeiro está em foco, depois de relatos de que o ministro de Finanças do Reino Unido, George Osborne, vai anunciar uma reforma radical da estrutura regulatória do país que pode envolver a transferência de uma função importante da Autoridade de Serviços Financeiros para o Banco da Inglaterra. Os investidores ficarão atentos aos detalhes do programa do governo em um discurso que Osborne fará hoje, no qual deverá anunciar que os grandes bancos terão de pagar pelos danos causados por eles à economia britânica.

Entre os fatores de sustentação para as bolsas europeias, por outro lado, estão as ações ligadas a recursos básicos. Os papéis das mineradoras ganharam força depois que o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, afirmou que o governo está aberto a mudanças em seu proposto imposto sobre mineração. Rudd disse que vai considerar variar o modo como o imposto será aplicado a certos setores da indústria de recursos básicos, mas insistiu que a taxa de 40% está certa.

Às 8h20 (de Brasília), o índice FTSE-100 de Londres subia 0,33%, o CAC-40 de Paris avançava 0,12% e o DAX de Frankfurt ganhava 0,19%. A Bolsa de Madri contrariava a tendência e tinha queda de 0,60% no índice Ibex-35. O euro recuava para US$ 1,2293, de US$ 1,2348 no fim da tarde de ontem. As informações são da Dow Jones.

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