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16/06/2010 - 17h11 / Atualizada 16/06/2010 - 17h57

Grevistas de universidades paulistas exigem negociação

Campinas, SP - Ao menos 300 funcionários das universidades estaduais paulistas se reuniram em ato público realizado na frente da reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nesta quarta-feira, para pedir a abertura de negociação com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) sobre salários dos trabalhadores em greve e punições ao movimento grevista, como descontos nos salários.

Segundo informou o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, João Raimundo Kiko, o Fórum das Seis (entidade que reúne sindicatos de professores e funcionários das três universidades) aguarda resposta do Cruesp sobre uma possibilidade de receber a comissão de funcionários para negociação. "Não recebemos um não, mas a reunião ainda não foi marcada. Aguardamos um posicionamento mais claro", afirmou Kiko.

O ato foi pacífico, diferentemente do que ocorreu no dia 26 de maio, quando manifestantes quebraram uma porta de vidro e invadiram a reitoria da universidade. Segundo contagem dos sindicalistas, ao menos 800 pessoas passaram pelo local nesta quarta-feira e 30 se dispuseram a fazer vigília em frente à reitoria até esta quinta, enquanto aguardam uma resposta do Cruesp. A manifestação começou ao meio-dia e foi até 15h30. O Cruesp não havia se posicionado até as 16 horas sobre a possibilidade de receber representantes do Fórum das Seis.

Os trabalhadores estão em greve desde maio. Segundo afirmou o diretor do sindicato, a greve atinge 40% dos funcionários da Unicamp, com exceção da área da saúde. A universidade informou, por meio de assessoria, que as atividades de ensino, pesquisa e extensão e área de saúde estão funcionando normalmente.

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