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17/06/2010 - 09h10 / Atualizada 17/06/2010 - 09h19

Quarteirão do São Vito começa a ser demolido em SP

São Paulo - Imóveis no quarteirão dos Edifícios Mercúrio e São Vito, no centro de São Paulo, estão sendo demolidos há duas semanas. A área, de cerca de 5.300 metros quadrados, deve dar lugar a um parque que ligará o Mercado Municipal ao Palácio das Indústrias. Não há prazo para o fim da obra. A destruição dos edifícios, símbolos da degradação da região central, é discutida na Justiça.

Um projeto de reurbanização da região do Parque Dom Pedro II deve ser apresentado em três meses, segundo a Prefeitura. A revitalização da área é estudada pela Prefeitura desde a administração Marta Suplicy (2001-2004). Em 2002, a então prefeita anunciou que reformaria os dois imóveis e os devolveria aos donos. Na gestão José Serra/Gilberto Kassab (2005-2008) foi definido que os prédios seriam demolidos.

Atualmente, o perímetro formado pelas Avenidas do Estado e Mercúrio e pelas Ruas Carlos Garcia e Luís de Camões está cercado por tapumes. Uma loja de móveis, última casa ainda ocupada no quarteirão, mudou-se ontem para a Avenida Senador Queiroz. "O terreno foi desapropriado faz três meses. Falaram que vão demolir tudo. O treme-treme (como é conhecido o São Vito) é o próximo", conta uma funcionária da loja, que pediu para não ser identificada.

Operários que trabalham na demolição dos prédios dão como certo que logo estarão destruindo as paredes do São Vito. O edifício terá de ser demolido manualmente para não afetar a estrutura do Mercado Municipal, que fica do outro lado da Avenida do Estado. Uma implosão poderia danificar os 32 vitrais alemães do Mercadão.

A Fundação para a Pesquisa Ambiental (Fupam), ligada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, foi contratada em janeiro com o objetivo de elaborar um plano urbanístico para a região do Parque Dom Pedro II.

Justiça - Os Edifícios São Vito e Mercúrio ainda não tiveram o mesmo destino dos vizinhos de quadra por conta de uma briga que se arrasta na Justiça desde julho de 2009. A Defensoria Pública entrou com uma ação civil pública pedindo que os edifícios sejam usados como moradias populares, em vez de darem lugar a um parque, como prevê a Prefeitura. As informações são do Jornal da Tarde.

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